
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
TODOS E TODAS NA FLASKÔ NESSE SÁBADO - CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Canal Multishow exibirá hoje (20/11) programa sobre a Flasko, fábrica ocupada sob controle democrático dos trabalhadores
Nesta sexta-feira (20/11), no canal Multishow (TV a cabo), às 23h será exibido o programa Conexões Urbanas, que nesta semana terá como tema a Flaskô, fábrica ocupada e sob controle dos trabalhadores, em Sumaré/SP, na região de Campinas. O programa será retransmitido em outros dias e horários, confira na tabela ao final da página. Ajude a divulgar, passe este e-mail para seus contatos!
Confira aqui a chamada do programa:
http://www.youtube.com/watch?v=9pUnsHQohPA
Como se sabe, as lutas dos trabalhadores não ganham visibilidade alguma na mídia hegemônica do grande capital, portanto este programa de hoje é uma oportunidade grandiosa de se conhecer um pouco da história dos trabalhadores desta fábrica, esta que se mantém ocupada sob controle dos operários desde fins de 2002, e que revela um potencial de luta e resistência para a classe trabalhadora.
A luta destes trabalhadores descortina a possibilidade concreta coloca por Karl Marx da construção internacional do trabalho livremente associado, portanto possui uma importância fundamental para a luta dos trabalhadores de todo o mundo, sendo um exemplo não somente nacional, mas internacional.
O controle social e democrático da produção fabril se expressa concretamente na sua ampla contradição: uma fábrica que, após uma longa e a exaustiva luta contra um patrão que atrasou salários por meses, que não pagava impostos ao Estado, que, enfim, acabaria por falir, é ocupada em meio ao processo de eleição de Lula, este que prometeu que iria estatizá-la e garantir a manutenção dos empregos. Com a não realização da promessa, os trabalhadores conseguiram se sustentar em meio à crise econômica e toda a hostilidade do Estado com seu Direito pró-capital e suas polícias (municipal, estadual e federal) para tentar devolver ao antigo proprietário a propriedade da fábrica que de forma tão banal foi administrada.
A resistência destes trabalhadores representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora de todo o mundo. Por mais de 8 anos estes trabalhadores resistem heroicamente à todo tipo de hostilidade, resistindo à intervenções jurídicas e das polícias.
No Brasil, houve uma série de fábricas que, no contexto de crise herdado do Governo FHC, foram ocupadas e postas sob controle democrático dos trabalhadores. Em 2007, as fábricas CIPLA e a Interfibra, de Joinville/SC, sofreram uma brutal intervenção da Polícia Federal que, armada até os dentes com fuzis e ameaçando a vida dos trabalhadores, agrediram estes honestos e dignos trabalhadores em favor da jurisdição que colocou um interventor, que despediu a maioria dos trabalhadores que estavam em luta e contratou por salários precarizados novos operários. O Governo Lula nem mesmo se pronunciou sobre o caso, conseqüência da aliança com a burguesia, consumada na aliança da dita “base aliada” e nas amplas concessões realizadas ao capital financeiro e às oligarquias por este mesmo governo.
Confira aqui o documentário em vídeo sobre a Flaskô:
http://video.google.com/videoplay?docid=-2815337870085387603
· Relatos do interventor na Flaskô
· Entrevista: Serge Goulart fala de Caracas
· O INTERVENTOR FOI EXPULSO DA FLASKÔ
· Invasão da Policia Federal na Cipla – 31/05/2007
· Manifestação Contra Leilões de Máquinas da Cipla 11/09/2006
· Documentário: Fábricas ocupadas Cipla/Interfibra/Flaskô
· Documetário: Flaskô sob controle dos trabalhadores
· Encontro dos Trabalhadores do Campo e da Cidade (São Paulo, 200%)
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Canal Multishow
Sexta, 20/11
23h
HORÁRIOS ALTERNATIVOS:
Sábado, 21/11
14h15
Domingo, 22/11
8h30
Seunda, 23/11
13h
Terça, 24/11
16h
Quarta, 25/11
5h30
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Lucas de Mendonça Morais
Militante da Esquerda Marxista
http://lucasmorais.blogspot.com
http://www.marxismo.org.br
http://www.marxist.com
Trecho do programa sobre a Flaskô que vai ao ar hoje.
Clique no link abaixo para visualizar um trecho do programa que vai ao ar hoje, na Multishow, sobre a fábrica ocupada Flaskô:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1161813-7822-FABRICA+DE+IGUALDADES,00.html
Saudações socialistas,
Lucas de Mendonça Morais
http://lucasmorais.blogspot.com
http://www.marxismo.org.br
http://www.marxist.com
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
TRABALHADORES DA FLASKÔ EM BRASILIA EM LUTA EXIGEM RESPOSTA DO GOVERNO LULA
04/11 VISITA A PARLAMENTARES
Uma delegação da Flaskô chega a Brasília para discutir com os deputados, senadores e o governo medidas para salvar os empregos e suspender as ameaças e a criminalização do Movimento.
Deputado Fernando Nascimento
No mesmo dia a delegação se reuniu com assessores do Deputado explicando a atual situação e dando encaminhamento quanto a defesa dos empregos. O deputado foi o organização junto com a Comissão de Trabalho em emprego da Audiência Pública que se realizou na Câmara de deputados em 20/05/2009.
Deputado Vicentinho
Ainda neste dia foi feita um reunião com o Deputado Vicentinho também explicando a situação e dando encaminhamentos no mesmo sentido. O deputado se comprometeu a agendar visita a fábrica e pautar a questão junto aos órgãos responsáveis.
Deputado Joao Paulo Cunha
O deputado recebeu a delegação para ouvir os pedidos dos trabalhadores e de imediato se comprometeu a visitar a fábrica, agendar audiência no Ministério da Fazenda e na Procuradoria da Fazenda nacional que ficaram marcadas para o dia 10/11 a tarde. Com o objetivo de apresentar a proposta dos trabalhadores de adjudicação da fábrica, isto é, que o governo assuma a fábrica.
Os encaminhamentos foram muito importantes, mesmo que não resolvesse de imediato a questão mas ajuda em passos a manutenção dos empregos.
04/11 VISITA A PARLAMENTARES
Em reunião na 2 Vice Presidencia do Senado a delegação foi recebida pelo Sr. Nildo que se comprometeu com os mesmo encaminhamentos e colocou-se a disposição e solidário a luta dos trabalhadores da Flaskô.
Dias 04 e 05/11 VISITAM DEZENAS DE DEPUTADOS
A delegação passou em todos os gabinetes dos deputados ligados aos tradicionais partidos que se reivindicam da luta dos trabalhadores, em mais de 80, convidando todos os deputados a conhecerem a luta, a visitarem a mais longa experiência de controle operário e luta pela estatização do Brasil. Além de convidá-los para o Seminário que se realizará na Flaskô dia 28/11.
Muitos passaram a conhecer naquele momento a luta e se dispuseram a acompanhar de mais de perto e em organizar e pensar em forma de ajuda.
05/11 - MINISTÉRIO DO TRABALHO RECEBE TRABALHADORES DA FLASKO
Uma delegação de trabalhadores da Flaskô representados pelo coordenador do Conselho de Fábrica Pedro Santinho e por Osvaldo da Costa Neto (Chaolim) foi recebido na Secretaria de Economia Solidária pelo Sr. Fábio Sanches e pelo Sr. Mauricio de Farias Sarda. Os trabalhadores da Flaskô explicaram a necessidade da adoção por parte do governo de medidas no sentido de salvar a fábrica e os postos de trabalho. Explicaram que isto começaria pela adoção de medidas do ministério no sentido que não se permita que as dívidas dos antigos donos recaem sobre os trabalhadores, o que já vem ocorrendo, inclusive com processo criminal contra o coordenador do conselho em função das dividas. Foi explicado que é necessário a adoção de medidas que impeçam a criminalização das lutas dos trabalhadores. Foi explicado a necessidade de que o governo atenda os trabalhadores com a adoção do mecanismo excepcional de adjudicação da fábrica, como inclusive já havia sido proposto pelo parecer do BNDES, feito em 2005.
A secretaria explicou que estas medidas não estão ao alcance do Ministério, que a secretaria pensa que deveria entrar em um processo de falência e montar uma cooperativa, mas que respeita a opinião dos trabalhadores sobre a estatização e que se dispunha a ajudar em medidas de outro tipo.
Foi agendado uma visita na fábrica para 12/11. Também foi colocado a disposição ajuda jurídica quanto a medidas práticas, além de intermediação em conversas com BNDES, Petrobras e outras empresas controladas pelo governo e/ou órgãos e empresas ligadas ao governo para ajuda nas relações da Flaskô.
09 e 10/11
EVENTO NO BNDES na sede do Rio de Janeiro
No dia 10/11 Pedro Santinho, participou pela manha de duas mesas em um curso de formação para Técnicos do BNDES, Petrobras e FINEP sobre autogestão, empresas recuperadas. O curso teve como objetivo levar as experiências de luta dos trabalhadores por seus empregos ao conhecimento das equipes técnicas destes órgãos como forma de pensa, refletir e ajudar a viabilizar políticas pública existentes e/ou novos sobre o tema.
Pela manha ouve a discussão sobre os marcos legais para a recuperação de empresas e o cooperativismos, com a apresentação de Marcelo Mauad. Dentre a várias informações apresentadas a principal questão que se ressalta foi uma polemica sobre a previsão legal da entrada, mesmo que excepcionalmente de empresas privadas como cooperada em cooperativas. O que para o apresentador não é um problema mas para muito apareceu com um limitador da democracia e da autogestão, pois o capital privado poderia ter senão um controle político, pois teria apenas um voto como cada cooperado nas assembléias, mas teria o controle de fato pois seria detentor dos meios financeiros e sabemos que quem paga a banda escolhe a musica. E quem votaria contra, diante de uma ameaça velada de retirada do capital. A polemica prossegui e devemos aprofundar.
Pela tarde ouve a apresentação da experiência das empresas recuperadas. Em primeiro lugar foi o caso da cooperativa Uniforja, em seguida da Unisol. (faremos um relato mais completo em matéria complementar) e em seguida a apresentação do única caso de experiência que não está nos marcos da Economia Solidaria e do Cooperativismo que é a Flaskô e o Movimentos das Fábricas Ocupadas.
Foi explicado toda a história da luta, as dificuldades e os avanços e a necessidade de uma verdadeira planificação da economia para salvar nossa industria, nossos empregos. Foi explicado que o mercado de trabalho brasileiro é o que tem a maior rotatividade de força de trabalho e que muitos estudos indicam sobre a necessidade de impedir o fechamento de postos de trabalho. Foi explicado a necessidade e os motivos pelos quais os trabalhadores da Flaskô entendem que as fábricas quebradas devem ser expropriadas e estatizadas e mais do que isso feito um convite ao BNDES e as cooperativas de reciclagem que lutem para serem todas estatizadas constituindo uma grande empresa estatal de reciclagem, que ajudaria a natureza, ajudaria a economizar com a reciclagem de matérias, ajudaria a colocar o Brasil em um setor importante e que cresce pela mundo e mais do que tudo isso, ajudaria a luta dos trabalhadores e a economia nacional dando passos no sentido de uma planificação democrática, controlada pelos interesses dos trabalhadores e não submetidas ao capital.
Por fim foi feita uma reunião com a Unisol, onde se iniciou um debate sobre a polêmica, mas que não se desenvolveu muito, mas foi dado encaminhamentos no sentido de que todos devem apoio as lutas em defesa dos empregos.
Foi também feito um conversa com Angelo Fucks responsável pelo Setor S (Social) do BNDES sobre a situação concreta e dado encaminhamentos de continuidade das conversas.
Os trabalhadores da Flaskô entendem o BNDES deve cumprir um verdadeiro papel social salvando empregos e não apenas ajudando o grande capital. Voltaremos a esta questão em nova matéria.
10/11
REUNIAO NO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Na última terça-feira, 10/11, o Secretario Executivo do Ministério da Fazenda Nelson recebeu o coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô Pedro Santinho e o Deputado Joao Paulo Cunha em seu Gabinete. A reunião se inicio com o Deputado apresentando e explicando a partir da carta da Procuradoria da fazenda de Campinas (Ver abaixo) a posição dos trabalhadores da saída para salvar os empregos a partir da adjudicação pela Fazenda Nacional da fábrica, estatizando ela. E assim retirar as atuais ameaças que já passam de mais de 200% de penhora da faturamento que há e que os trabalhadores da Flasko não impedidos de cumprir pois levaria ao fechamento da Fábrica. O deputado insistia que é possível adjudicar a fábrica. E houve uma verdadeira discussão onde o Sr Nelson Machado afirmou que não está na política do atual governo estatizar empresas. Tanto o deputado quanto o coordenador da Flasko explicaram que o governo durante a crise adotou várias medidas para salvar o capital, desde a compra de bancos, empresas e a liberação de bilhões e bilhões para salvar o grande capital e que neste caso, um verdadeiro caso social seria muito simples. Mas o Sr. Nelson Machado insistia que não interessa ao governo esta medidas. E que se houvesse outro ministério ou empresa estatal que se mostrasse interessada “algo poderia ser feito”. Mas nada de concreto foi encaminhado. Nos parece claro a política do governo.
O única encaminhamento foi reconfirmar a reunião na Procuradoria da Fazenda que já havia sido marcado pelo Sr Deputado Joao Paulo.
10/11
PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL
A mesma discussão foi feita na Procuradoria da Fazenda Nacional novamente apresentado as propostas de estatização pelo Sr Deputado e pelo Coordenador do Conselho. Mais uma vez a recusa em cada um dos pedidos, inclusive sobre a discussão dos processos de responsabilidade criminal que o governo federal está movendo contra os trabalhadores. Foi afirmado que há processos contra trabalhadores da Cipla responsabilizando-os criminalmente por apropriação indébita, que nunca houve, e também contra o coordenador do Conselho da Flaskô.
Também foi informado sobre a necessidade de suspender as penhoras de faturamento, sobretudo diante da absurda penhora de 220% (já subiu no ultimo mês, era 168%) do faturamento. Para todos entenderem isto é a obrigação de depositar tudo o que a fábrica vende, o que é sabido que leva ao fechamento imediato da fábrica.
A única proposta da procuradoria foi entra no refis que o governo lançou com prazo até novemebro e passar a pagar em torno de 300 mil reais das dividas dos antigos patrões. Uma proposta absurda pois não há dinheiro para isto, e nunca foi feito isto com o patrões.
Mais do que isso precisamos lembrar que: “O governo federal sancionou a Lei nº 11.945, de 4 de junho de 2009, que dispensa as empresas de apresentar Certidão Negativa de Débitos (CND) para obter empréstimos e refinanciamentos. Isto é, de apresentar este documento aos Bancos Públicos Federais, pois é certo que os bancos privados não aceitarão colocar seu dinheiro em risco, emprestando dinheiro para patrões caloteiros. Mas os bancos públicos podem emprestar aos caloteiros o dinheiro do povo. Mais uma vez o governo atende aos patrões...”
E não esquecer o que já explicamos: “
“Penhorar os dividendos fica mais difícil”. Alegando equalizar procedimentos de cobrança a partir da criação da Super Receita, o governo revogou um artigo da Lei da Seguridade Social que proibia a apropriação e distribuição de lucros quando a empresa devia ao INSS. Mais uma vez o governo legisla, isto é, faz lei e as executa para salvar os patrões.”
E para os trabalhadores da Flaskô nada.
CONTINUAREMOS NOSSA LUTA E RESISTIREMOS
11/11 MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA À BRASÍLIA
Uma delegação de um ônibus de trabalhadores da Flaskô saiu na noite de 10/11 para participar da 6 Marcha da Classe Trabalhadora convocada pela CUT em defesa da redução da jornada sem redução dos salários para 40 horas e também contra a criminalização dos movimentos sociais. Esta foi uma importante marcha pois contou com a participação pela primeira vez do Movimento Sem Terra e recolocou estas questões na ordem do dia.
Os trabalhadores da Flaskô destruição uma carta explicando aos ativistas de todo o Brasil a sua luta e mostrando que na prática é possível reduzir a jornada e convidando-os a conhecerem a experiência em Sumaré que hoje trabalho com 30 horas semanais sem redução dos salários.
Palácio do Planalto
Os trabalhadores além de participar da Marcha fizeram uma passeata até o Palácio do Planalto para protocolar documento reafirmando as exigências ao presidente e pediram para serem recebidos. No entanto nenhuma resposta foi dada.
Conselho Nacional de Justiça
Uma delegação também foi ao Conselho Nacional de Justiça apresentar denuncia contra os juízes que tem adotado medidas contra os trabalhadores exacerbando inclusive seus poderes.
Comissão de direitos humanos
Outra delegação foi a comissão de direitos humanos exigindo que se adotem medidas contra a criminalização e perseguição aos dirigentes e explicando que a luta em defesa dos empregos é uma luta por um direito elementar, isto é, deveria estar protegido pelos direitos humanos.
Ministério da justiça
Os mesmos pedidos foram encaminhados ao Ministério da Justiça.
VISITA DA SECRETARIA DE ECONOMIA SOLIDARIA NA FLASKÔ
No dia 13/11 o Sr Secretário Adjuntor Fábio José Bechara Sanches da Secretaria de Economia Solidaria visitou a Flaskô para conhecer de perto nossa experiencia.
Passou 4 horas visitou inicialmente e produção conhecendo como a fabrica funciona o que produz, a democracia da gestao operaria e conversando com os trabalhadores. Em seguida foi conhecer a Fábrica de Cultura e Esportes, construida em uma Barracao que estava desativado e que hoje abriga dezenas de atividades esportivas e cultuais. Também foi visitar a Vila Operaria construida com 360 moradias no terreno da fábrica em uma luta para resolver um sério problema da classe trabalhadora que é a moradia.
A visita foi muito importante e o Sr Fábio afirmou que nossas relações e o trabalho social está de parabens.
Ao final uma reuniçao com membros do conselho de fábrica deu alguns encaminhamentos práticos.
Conclusões iniciais
No próximo dia 28/11 haverá um Seminário na Flaskô no qual vamos discutir a continuidade de nossa luta e os caminhos de unidade com a luta pelos empregos e pelas reestatizações. Neste encontro discutiremos a apresentação de um projeto de lei de anistia ao movimento que vem sendo criminalizado, um projeto de lei de estatização da fábrica, transformando-a em propriedade social controlada democraticamente pelos trabalhadores.
Será fundamental neste ultima semana reforçar a presença das delegações para ampliarmos nossa força e nossa voz.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Assista
Camaradas,
Informamos a todos que nesta sexta, 20 de novembro as 23h será exibido no MULTISHOW, da TV a cabo, matéria sobre a Flaskô do Programa Conexões Urbanas. Apresentado por Jose Junior do AfrorReggae.
Será muito importante e por isso pedimos a todos que ajudem a divulgar e assistam.
Enviem a sua lista de contatos, coloquem em seus orkuts, twiter e outros.
Tenham a certeza que será muito importante.... vejam uma mostra no link abaixo....
CLICK ABAIXO E VEJA A CHAMADA NO YOUTUBE
http://www.youtube.com/watch?v=9pUnsHQohPA
Pedro Santinho
AfroReggae
16 de novembro de 2009
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O Conexões Urbanas desta sexta-feira (20/11) desembarca em Sumaré, interior de São Paulo, para conhecer a Fábrica Flaskô, que desde junho de 2003 está ocupada e produzindo sob controle dos funcioná...
O Conexões Urbanas desta sexta-feira (20/11) desembarca em Sumaré, interior de São Paulo, para conhecer a Fábrica Flaskô, que desde junho de 2003 está ocupada e produzindo sob controle dos funcionários. Jose Junior conversa com alguns deles: João Evangelista, Wanderci Bueno, Isvaldo Costa Neto (Chaulin), Fernando Gomes, Pedro Além Santinho, Elizen Domingues e Luiz Antônio, que contam como estão buscando negociação com o Governo Federal, reuniões nos ministérios e audiência com parlamentares em Brasília para encontrar uma solução. Junior também entrevista o Dr. Agostinho do Nascimento Neto, procurador regional da Fazenda Nacional da 3ª Região SP/MG.
O Conexões Urbanas é apresentado por Jose Junior. Rafael Dragaud assina a direção e a produção é do AfroReggae. Com direção de fotografia de Alexandre Ramos, o programa aborda temas complexos de forma descontraída, no ar todas as sextas-feiras, no Multishow, às 23h.
HORÁRIOS ALTERNATIVOS: SÁBADO, 21/11/2009 - 14h15; DOMINGO, 22/11/2009 - 08h30; SEGUNDA, 23/11/2009 - 13h; TERÇA, 24/11/2009 16h e QUARTA; 25/11/09 - 5H30
Siga Jose Junior no http://twitter.com/JJAfroReggae
Patrocínio: Banco Real/Grupo Santander, Petrobras e Governo do Estado do Rio de Janeiro
Categoria: Entretenimento
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Chávez manda expropriar INAF....
| Presidente Chávez ordenou a expropriação da Industria Nacional de Artículos de Ferretería (torneiras) (INAF) |
| escrito por Aporrea |
| segunda feira, 9 de novembro |
| O Presidente Chávez ordenou a expropriação da Industria Nacional de Artígos de Ferretería (INAF) (fabrica de torneiras) |
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wanderci silva bueno
terça-feira, 3 de novembro de 2009
SEMINÁRIO EM DEFESA DOS EMPREGOS, PELA (RE)ESTATIZAÇÃO E PELO CONTROLE OPERÁRIO
CONVITE:
SEMINÁRIO EM DEFESA DOS EMPREGOS, PELA (RE)ESTATIZAÇÃO E PELO CONTROLE OPERÁRIO
Local: Fábrica Ocupada Flaskô – no salão da Fábrica de Cultura e Esportes
Companheiros,
Por iniciativa dos trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, em discussão com os sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, MT e MS, do Sindicato dos petroleiros de São Paulo e do Rio de janeiro, decidimos organizar este seminário para apresentar nossas lutas, discutir, compartilhar experiências, e mais do que isto, tirar conclusões de unidade e ação para dar passos concretos em nossos lutas, com toda a liberdade de cada organização ou militante individual, mas sobretudo sempre na defesa dos interesses de nossa classe.
Após acompanhar a histórica luta dos ferroviários contras as privatizações na década de 90, depois a luta pela revitalização da ferrovias e sua reestatização, vimos as multinacionais atacarem os trabalhadores no últimos período e uma brava resistência, a partir de uma greve, aos ataques. Por isso precisamos avançar. Vimos também a luta dos trabalhadores na Embraer contra as demissões e a importante campanha pela reestatização deste setor estratégico de nossa econômica. Os ataques, incluindo fechamento de minas, continuarem mesmo após os lucros astronômicos na Vale do Rio Doce. O que nos colocam questões: como construir a unidade de nossas lutas, como nos apoiarmos cotidianamente em nosso combate, como avançarmos na luta de nossa classe, dentro de nossa diversidade e respeitando-as?
Com ajudar a levar a vitória a experiência de quase 7 anos de luta na Flaskô, salvando os empregos dos trabalhadores.
Para discutir isto convidamos todos para este seminário.
Programação:
8H AS 9H RECEPÇÃO DOS DELEGADO
9 h abertura
Mesa:
a) A luta em defesa do Petróleo 100% estatal, sindicato dos petroleiros 15’
b) A luta em defesa dos empregos na Embraer e pela reestatização– Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos 15’
c) A luta em defesa dos emprego pela revitalização das ferrovias, pela reestatização – Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul 15”
d) A luta pela Reestatização da vale do Rio Doce – Sindicato dos Metalúrgicos 15’
e) A Defesa da Fábrica Ocupada Flaskô, controle operário e a luta pela estatização – 15’
Discussão sobre Crise Econômica e Perspectivas para os Trabalhadores
Debate durante uma hora
11 H 30 ENCAMINHAMENTOS E ENCERRAMENTO
12H 30 VISITA A FÁBRICA E A FÁBRICA DE CULTURA E ESPORTES
SOLICITAMOS QUE CONFIRMEM SUAS PRESENÇAS ENTRANDO EM CONTATO COM:
mobilizaçãoflasko@yahoo.com.br
19 – 8170-2846
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupada
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Todo apoio à FAG - Abaixo o governo Yeda Crusius!
Protesto não é crime, nenhum passo atrás! – crônica do ataque policial-estatal sofrido pela FAG
Sábado 31 de outubro de 2009, Porto Alegre – RS, Brasil
A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) agradece fraternalmente a solidariedade que está sendo manifestada e reafirma seus princípios frente ao ocorrido no dia 29 de Outubro, em Porto Alegre. Homens e mulheres livres, dotados de ideais e certos do direito que tem de expressá-los política e socialmente seguem íntegros.
Na tarde do dia 29 de Outubro foi deflagrada a execução pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul de dois mandados judiciais (Justiça Estadual) de busca e apreensão na sua sede pública em Porto Alegre e no endereço de hospedagem do site vermelhoenegro.org na cidade de Gravataí. Em tais ordens constava o recolhimento de material impresso de propaganda, computador (CPU) e demais objetos relacionados à queixa criminal. Os agentes do Estado inicialmente tentaram arrombar o portão conforme testemunho de vizinhos do local, já que a sede estava fechada naquele momento. Após a entrada no local, mediante a leitura do mandado, iniciaram a busca no interior do imóvel por cartazes, boletins informativos e demais documentos ao mesmo tempo em que desligaram o telefone, alegando que durante aquela execução não se pode usar tal meio. O agravante é que além do cartaz requerido pela ordem judicial, no qual a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar (polícia militar estadual) pelo assassinato de Eltom Brum da Silva, levaram o estoque de arquivo de outras produções impressas de opinião política e informação, como um arquivo de cartazes reivindicando a saída da governadora e denunciando a ingerência do Banco Mundial no seu projeto político. Este material é parte da campanha pública deflagrada pela FAG dentro do contexto de uma ampla campanha de mobilização sindical e popular que vem se desenvolvendo há pelo menos um ano neste estado.
Na tarde do dia 29 de Outubro foi deflagrada a execução pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul de dois mandados judiciais (Justiça Estadual) de busca e apreensão na sua sede pública em Porto Alegre e no endereço de hospedagem do site vermelhoenegro.org na cidade de Gravataí. Em tais ordens constava o recolhimento de material impresso de propaganda, computador (CPU) e demais objetos relacionados à queixa criminal. Os agentes do Estado inicialmente tentaram arrombar o portão conforme testemunho de vizinhos do local, já que a sede estava fechada naquele momento. Após a entrada no local, mediante a leitura do mandado, iniciaram a busca no interior do imóvel por cartazes, boletins informativos e demais documentos ao mesmo tempo em que desligaram o telefone, alegando que durante aquela execução não se pode usar tal meio. O agravante é que além do cartaz requerido pela ordem judicial, no qual a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar (polícia militar estadual) pelo assassinato de Eltom Brum da Silva, levaram o estoque de arquivo de outras produções impressas de opinião política e informação, como um arquivo de cartazes reivindicando a saída da governadora e denunciando a ingerência do Banco Mundial no seu projeto político. Este material é parte da campanha pública deflagrada pela FAG dentro do contexto de uma ampla campanha de mobilização sindical e popular que vem se desenvolvendo há pelo menos um ano neste estado.
Conforme comunicado pelos agentes da Polícia Civil o processo está embasado na queixa de injúria, calúnia e difamação contra a FAG movido pela governadora Yeda Crusius (PSDB) referente ao termo “assassina” publicado em panfletos, cartazes e página web. Também foram apreendidos outros documentos não relacionados ao fato, assim como uma coleção de discos de arquivo de backup e do próprio CPU. Perguntavam por armas e drogas, numa tentativa clara de nos criminalizar assim como sobre quem toma as decisões, quem são os responsáveis, como funciona a FAG, se tem registro jurídico formal enquanto associação ou entidade. Buscavam também, com um segundo mandado semelhante o endereço e o responsável pela página do site da internet, havendo uma ameaça clara de cerceamento da liberdade de expressão também neste veículo assim como da tentativa de criminalização do seu responsável técnico, o qual não foi localizado. O responsável pelo endereço físico do portal foi levado à 17ª delegacia e apreendido neste local – em Gravataí (Região Metropolitana de Porto Alegre) também o CPU do seu computador, um palm-top de uso pessoal e arquivos de documentos antigos da FAG, que permaneceram lá guardados ao longo dos anos, como cartazes, revistas e informativos diversos.
No total, a repressão política impetrada pela governadora terminou identificando e levando para interrogatório a quatro pessoas. As oitivas se deram na 17ª delegacia de Polícia Civil em Porto Alegre, agora seguindo o inquérito, possível indiciamento e posterior processo judicial contra os indivíduos identificados e responsabilizados pela referida campanha pública de difusão de opinião, em nome da FAG, sobre o assassinato de um companheiro do MST na fazenda Southall em São Gabriel (Fronteira Oeste), ocorrido em 21 de agosto deste ano. Reiteramos porém que não apenas os ditos materias ofensivos foram apreendidos, mas vários arquivos de textos e discos, documentos políticos, atas de encontros e reuniões, inclusive objetos já descartados caracterizados como lixo e também que a ameaça de exclusão do site vermelhoenegro.org está clara. Assim, alertamos a todas as companheiras e companheiros, incluindo aqueles que se solidarizam conosco, cientes do motivo caso sejamos excluídos, ou melhor, censurados, em nossa página na internet.
O episódio do assassinato do sem-terra Eltom Brum da Silva, a luta de idéias, a propaganda e agitação produzidas pela FAG sobre os fatos motivaram a queixa de injúria, calúnia e difamação que resultaram em busca e apreensão do material difundido na semana seguinte ao dia 21 de Agosto de 2009. Em São Gabriel, no sul do país, o colono Sem Terra foi covardemente morto com um tiro de calibre 12 pelas costas, havendo inclusive relatos discordantes quanto ao responsável direto pela morte. Este fato é fundamental, já que uma pergunta que fazemos é: independente da patente daquele que segurava a arma com munição letal e da sua intenção ou dolo, não são os governantes os responsáveis pelas polícias e demais instituições do Estado?
No topo da cadeia hierárquica são os governadores dos estados brasileiros os chefes máximos das polícias estaduais (Civil e Militar), portanto é a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, assim como seria em qualquer outro estado do país, a responsável direta por qualquer ato de seus comandados diretos. Mas há ainda outras considerações importantes. As políticas públicas implementadas pelos governos são também responsabilidade de quem as define e executa, mais uma vez representado no seu chefe, o governador. Não somente a fato do assassinato de um Sem Terra em 2009, caracterizado pela própria mídia tradicional como político, mas também as conseqüências das políticas para a educação e saúde públicas, da criminalização da pobreza nas periferias urbanas e no campo, assim como sobre os movimentos sociais e sindicatos são bandeiras legítimas que vários setores do povo organizado vêm levantando a mais de ano contra este governo. Não há casos isolados, mas um endurecimento dos dispositivos de criminalização e repressão brutal a todos estes setores, como por exemplo, na greve dos bancários e dos professores estaduais em 2008 e a tentativa de criminalização da oposição dos servidores públicos liderada pelo CPERS-sindicato, de longa trajetória de lutas. Não podemos tampouco omitir o processo político deflagrado junto ao Ministério Público estadual contra o MST, uma conspiração de Estado, também com o firme propósito de criminalizá-lo.
Outro agravante deste governo são os efeitos a curto, médio e longo prazo do empréstimo com o Banco Mundial, por exemplo, a tentativa de venda da Pampa para os interesses das papeleiras, a prevalência do agronegócio sobre a agricultura familiar e o financiamento direto e indireto dos grupos e corporações nacionais e multinacionais. Enfim, se aplica o plano estratégico neoliberal para o RS publicamente conhecido na agenda 2020 e estas metas são responsabilidades de todos os que compõem o governo com funções políticas (1º, 2º e 3º escalão) e principalmente da governadora Yeda Crusius, evidente defensora do seu projeto de governo, ou melhor, do projeto das elites que a sustentam e dos interesses que estas representam.
Não ignoramos o papel das classes dominantes como agentes decisivos na política e da sua influência no jogo de interesses que caracterizam os governos de turno do estado do RS. Aqui estão presentes os interesses dos latifundiários e do agronegócio e toda sua cadeia depredatória, como a indústria da celulose, o deserto verde, a exploração das reservas de água, a tentativa de criminalização do MST, o fechamento das escolas itinerantes dos acampamentos, etc.. . Também estão em jogo os interesses daqueles que vivem do roubo sistemático contra o povo, da corrupção institucionalizada, da banca estelionatária e criminosa, da velha ordem de tirar vantagem, de desprezar o povo e fundamentalmente seus direitos e sua capacidade de rebelar-se. São inúmeras as denúncias e evidências de corrupção escandalosa assim como foram muitas as tentativas de desqualificar e impedir os sindicatos, as categorias e movimentos sociais de manifestarem seu repúdio, sua opinião.
A política de retirada de direitos dos trabalhadores, muitos deles conquistados orgulhosamente com muito combate desde os sindicatos de resistência há mais de cem anos, não é exclusividade do governo Lula. Aqui no RS o governo Yeda Crusius tomou e vem tomando várias medidas de cerceamento, repressão e criminalização contra os professores estaduais e seu o sindicato (CPERS), assim como de seus dirigentes. As escolas públicas estaduais passaram a ser um negócio entre o governo e organizações privadas, as fundações educacionais, verdadeiras cloacas de dinheiro público com sua lógica de gestão e seus interesses, onde quem ganha são os de sempre e quem perde é o povo. As conquistas de décadas de lutas das categorias dos trabalhadores da educação vêm sendo combatidas arduamente pela atual política para a educação no governo estadual, antes também personificado na figura de Mariza Abreu, ex-secretária de educação, logo também responsável pelas conseqüências do projeto que defende.
O CPERS junto a vários outros sindicatos dos serviços públicos estaduais organizados no Fórum dos Servidores e com diversos setores dos movimentos populares, sindical e estudantil vem denunciando e posicionando-se contrários publicamente a essas políticas e suas conseqüências. A campanha, chamada “Fora Yeda”, na qual somamos esforços, é onde está contextualizada a luta de propaganda e agitação que motiva o processo contra a FAG.
Queremos registrar a solidariedade que foi manifestada prontamente por vários companheiros, entidades, sindicatos, veículos de comunicação alternativos, da comissão de direitos humanos do MST, do Cpers-sindicato na presença de sua presidente e vice já em nossa sede durante a operação policial, assim como da disponibilização das assessorias jurídicas deste e de outros sindicatos. Temos a solidariedade como um princípio e estamos enaltecidos com tantas manifestações que recebemos e certamente seguiremos recebendo de tantos estimados companheiros, como as já manifestadas pela Confederação Geral do Trabalho (CGT-Espanha) e nossa co-irmã, a Federação Anarquista Uruguaia (FAU).
Nos exemplos de Sacco e Vanzetti reafirmamos que a natureza criminal das classes dominantes, suas elites dirigentes, do sistema capitalista seguirá colidindo com o antagonismo e a vigência de nossas lutas, de nossos princípios e acima de tudo do direito a liberdade pelo qual seguiremos peleando. Com um olhar firme no horizonte libertário que buscamos, com a dignidade de combatentes e a solidariedade com as classes oprimidas, aos povos que lutam, suas ânsias por construir desde o presente caminhos rumo a uma nova sociedade, nenhum passo atrás é a palavra de ordem.
Que a ofensa feita a um seja a luta de todos!
Pelo socialismo e pela liberdade,
Não tá morto quem peleia!
Federação Anarquista Gaúcha
sábado, 31 de outubro de 2009
Flasko na TVA dia 02/11 as 20hWelly Arthur Silva reis
COMPANHEIROS,
Na próxima segunda, 02/11, será exibido documentário sobre a Flaskô, fábrica ocupada, no canal BlueTV, canal 18 da TVA.
Pedimos a todos assistirem. Aqueles que não possuem a TVA, podem assistir ao vivo pela internet www.bluetv.com.br.
Agradecemos
Pedro Santinho
Olá,
A matéria sobre a Flaskô irá ao ar na segunda-feira às 20hs no canal BlueTV, 18 da TVA ou no link ao vivo no site www.bluetv.com.br.
Um abraço
Larissa Laurelli
--
wanderci silva bueno
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Manifesto em defesa do MST
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| NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação * Arte: Cris Fernandes * Automação: Micro P@ge |
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Integrantes do MTD mantêm ocupação em prédio do Incra
Integrantes do MTD mantêm ocupação em prédio do Incra
A TARDE On Line
Arestides Batista | Agência A Tarde
Crianças e adultos passaram a noite na sede do órgão, em Sussuarana
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) mantêm, nesta terça-feira, 20, ocupação no prédio do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra). Cerca de 300 pessoas estão no local desde a manhã desta segunda, 12, e dizem que só deixam o edifício após acordo. No grupo há crianças e bebês, que passaram a noite no espaço.
Os militantes querem pressionar o Incra a desapropriar duas fazendas em Vitória da Conquista, além de reconhecer os pré-assentamentos Carlos Marighella e Zumbi dos Palmares. Durante a ocupação nesta segunda, houve conflito entre integrantes do movimento e funcionários do Incra. A assessoria do Incra disse que não houve feridos graves, já Osmar Andrade, líder do MTD, disse que um homem de 73 anos foi hospitalizado após ser empurrado da escada na entrada do órgão.

O Incra informou, através da assessoria de imprensa, que não negociará enquanto os manifestantes permanecerem no prédio.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
GREVE PETROLEIRA!!!
Hoje começou uma greve dos petroleiros POR TEMPO INDETERMINADO pelos seus reajustes na campanha salarial e pela defesa do MONOPOLIO ESTATAL DO PETROLEO E DA PETROBRAS 100% ESTATAL.
A greve começa com força em Santos e Sergipe, com dificuldade no Para e Alagoas. No Rio de Janeiro foi um dos maiores movimentos dos ultimos anos.
A greve está sendo construída pela FNP (Frente Nacional de Petroleiros - Conlutas e InterSindical). A FUP (Federação Unica dos petroleiros, ligada a CUT) foi contra o movimento grevista.
Apesar de ainda não atingir as bases de todas as refinarias (não conseguiu se sustentar no Rio Grande do Sul e São José dos Campos), a greve começou mais forte do que imaginávamos, como no RJ.
Na certa, a greve tem que se expandir para conseguir de fato as conquista, mas tudo indica que este primeiro dia deve incendiar outras refinarias.
RE
Começa a greve petroleira no Litoral Paulista
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| | No Litoral Paulista, petroleiros cruzam os braços por um ACT justo
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
ENC: Criminalização do Movimento Sem Terra na região de Bauru
| Criminalização |
| O outro lado da ocupação feita pelo MST na fazenda grilada pela CUTRALE em Bauru |
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| Criminalização do Movimento Sem Terra na região de Bauru A campanha pela criminalização dos movimentos sociais segue no Brasil. O mais novo capítulo tem velhos personagens - latifundiários "modernos" do agronegócio, imprensa, polícia militar e deputados e senadores ruralistas de um lado e trabalhadores rurais sem-terra de outro. Desta vez o episódio se deu em terras públicas griladas pela maior multinacional de suco de laranja do mundo, a Cutrale, mais precisamente na fazenda Capim entre as cidades de Borebi e Iaras na região de Bauru, centro-oeste paulista, que foi ocupada por 250 famílias de sem-terra no fim de setembro passado. A Cutrale controla cerca de 30% de todo o mercado de suco de laranja do mundo e 98% de sua produção no Brasil são para exportação, principalmente para os EUA. Por conta dessa concentração de mercado, a multinacional já foi acusada, entre outras coisas, de formação de cartel. Os donos da empresa têm uma fortuna de mais de R$ 2 bilhões, e o patriarca, José Cutrale Jr., filho do fundador do império, já foi colocado na lista dos homens mais ricos do mundo pela revista Forbes. Na ocupação foram derrubados cerca de 3000 pés de laranja (7500 segundo a PM), produtos do latifúndio e da monocultura, controlados pelos novos coronéis beneficiados pela política econômica e agrária do governo. Nenhuma dúzia dessas laranjas chegará à mesa do trabalhador brasileiro. No entanto a derrubada dos laranjais foi transformada em espetáculo pela mídia local e depois nacional. A cena do trator sobre os pés de laranja da Cutrale foi repetida à exaustão por vários canais de TV, como símbolo não do latifúndio ou da grilagem de terras, mas de uma ação destrutiva e criminosa do MST. Rapidamente outros atores entraram em cena. O primeiro foi o Judiciário de Lençóis Paulista, que apressou a reintegração de posse, em favor da Cutrale, executada em seguida pela polícia de Serra. Depois vieram os berros da bancada ruralista, principalmente da senadora Kátia Abreu (TO), e do senador Ronaldo Caído (GO), exigindo a abertura de uma CPI para investigar o MST. O INCRA também condenou a ocupação e, finalmente, o presidente Lula, que já colocou o boné do movimento, agora chama o episódio de vandalismo. Enquanto latifúndio, judiciário, bancada ruralista e imprensa burguesa armam esse circo para defender a punição dos "culpados", mais de 1600 trabalhadores rurais já foram assassinados somente nos últimos 10 anos de luta pela reforma agrária no Brasil. Apenas 80 assassinos foram levados a júri, e um número insignificante foi efetivamente julgado e condenado. No Brasil de Lula, segundo o próprio IBGE, aumentaram também os latifúndios, 46% das terras agricultáveis são controladas por 1% do total de proprietários. Grandes grupos financeiros, bancos e transnacionais aumentaram o controle do lucrativo agronegócio brasileiro, o que inclui também deixar imensas áreas cercadas sem produzir um grão de feijão e especular no mercado imobiliário rural. Do outro lado da cerca, o orçamento para reforma agrária para 2010 foi cortado em 11,6%, e em 2009, da meta de 100 mil famílias prometidas pelo governo, apenas cinco mil haviam conseguido o acesso à terra até julho. |
terça-feira, 13 de outubro de 2009
EM DEFESA DOS TRABALAHDORES DA MITSUBISHI
ABAIXO ASSINADO EM DEFESA DOS TRABALHADORES DA MITSUBISHI
Basta de perseguições contra os trabalhadores da MMC automóveis!
Imediata readmissão dos diretores sindicais demitidos!
À Ministra do Trabalho Maria Cristina Iglesias.
Prezada Ministra:
Diante da ameaça dos patrões de fecharem a fábrica, diante da sabotagem patronal e fechamento da fábrica
por parte dos patrões, eles se mobilizaram e tomaram as dependências da fábrica, inclusive contra a demissão
dos terceirizados e exigiram a contratação de todos.
Quando os patrões fecharam a fábrica os trabalhadores da MMC mobilizaram boa parte da população da cidade de Barcelona e conseguiram fazer com que os patrões reabrissem a fábrica. Mas não demorou muito e de maneira violenta demitiu a direção
do Sindicato Nova Geração e passou a perseguir e intimidar os trabalhadores dentro da fábrica, desrespeitando as
leis e os acordos coletivos.
Diante do exposto nós abaixo assinados, nos dirigimos à Ministra do Poder Popular para o Trabalho da Republica Bolivariana da Venezuela para que faça cumprir as leis e em respeito aos ideais da revolução, comungados pelo Presidente
Hugo Chávez, obrigue a direção da MMC a reincorporar os sindicalistas demitidos e cessem todas as perseguições!
Primeiros signatários no Brasil
• Roque Ferreira- do Sindicato dos Trabalhadores
Ferroviários de Baurú e Mato Grosso do Sul.
• Adilson Mariano- Vereador PT na cidade
de Joinville. Santa Catarina.
• Pedro Santinho- Conselho de Fábrica
da FLASKÕ. Fábrica ocupada e sob
controle dos trabalhadores, na cidade
de Sumaré. Estado de São Paulo.
Solicitamos que os sindicalistas do Brasil, os militantes sindicais, partidos e movimento populares assinem e enviem
esse abaixo assinado para;
• Ministra do Trabalho,
Maria Cristina Iglesias: mariacristina_iglesias@hotmail.com
Com cópias para: • Vice Ministro do Trabalho, Elio Colmenares:elio.colmenarez@mintra.gov.ve
• Vice Ministro do Trabalho, Ricardo Dorado: r.dorado@mintra.gov.ve
e para
• E no Brasil para:
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Esclarecimentos DO MST NACIONAL sobre últimos episódios veiculados pela mídia em relação a IARAS- Sao paulo.
| Ano VII - nº 174 Sexta-feira, 09/10/2009 | |
| ESCLARECIMENTOS SOBRE ÚLTIMOS EPISÓDIOS VEICULADOS PELA MÍDIA | |
Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.
1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.
2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.
A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.
3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.
4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.
5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.
6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.
7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.
8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.
9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.
Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.
10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.
À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.
Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.
São Paulo, 9 de outubro de 2009
DIREÇÃO NACIONAL DO MST
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
aumenta a concentração da propriedade da terra no Brasil 7 de outubro.
Aumenta a concentração da propriedade da terra no Brasil
07/10/2009 12:15
Editorial do BRASIL DE FATO, sao paulo, ed. 345
Esperamos que o governo e as diversas instituições que atuam no campo tomem em conta a dramaticidade dos dados que movimentos sociais já vinham denunciando
07/10/2009
Editorial ed. 345
Na semana passada, o IBGE divulgou com algum atraso, os resultados do Censo Agropecuário relativos a 2006. Os dados são um retrato estatístico da realidade agrária brasileira, medida pela visita dos pesquisadores em todos os estabelecimentos rurais do país, e tomando depoimentos dos seus titulares. A sua publicação ensejou muitos comentários em toda imprensa. E somente com estudos mais apurados e cuidadosos poderemos ter, a partir de agora, inúmeras análises, que possam nos explicar melhor a realidade do meio rural e suas tendências.
Enquanto isso, um olhar sobre as principais tabelas divulgadas já nos permite tirar diversas conclusões, algumas delas apresentadas, inclusive, pelos comentaristas do próprio IBGE, que são de suma importância.
1- A propriedade da terra no Brasil continua se concentrando cada vez mais, comparando os dados do último de censo de 1996 com o atual de 2006. Diminuiu o número de estabelecimentos com menos de 10 hectares. Eles representam os pobres do campo, e eram em 2006 cerca de 2,5 milhões de famílias. A área ocupada por eles baixou de 9,9 milhões de hectares para apenas 7,7 milhões, correspondendo a apenas 2,7% da área total brasileira. No outro lado, temos apenas 31.899 fazendeiros que dominam 48 milhões de hectares em áreas acima de mil hectares. E outros 15.012 fazendeiros com áreas superiores a 2.500 hectares, que totalizam 98 milhões de hectares. São os fazendeiros do agronegócio, que representam menos de 1% dos estabelecimentos, mas controlam 46% de todas as terras.
2 - Esse dado fez com que a concentração da propriedade da terra medida pelo índice de Gini pulasse de 0,852, em 1996, para 0,872 em 2006. Assim, o Brasil ultrapassou o Paraguai, e hoje, certamente, somos o país de maior concentração da propriedade rural.
3 - A produção também se concentrou e se diferenciou. De um lado, a grande propriedade do agronegócio se especializou em produtos para exportação, como soja, milho, cana e pecuária, que dominam a maior parte das terras. Esses três produtos usam 32 milhões de hectares, enquanto os principais alimentos da dieta brasileira usa apenas 7 milhões de hectares para plantar arroz, feijão, mandioca e trigo.
4 - A agricultura capitalista do agronegócio ficou mais dependente do capital financeiro e das empresas transnacionais. O valor bruto da produção agrícola (PIB agrícola) foi de 141 bilhões de reais, em 2006. Destes, 91 bilhões produzidos pelo agronegócio, mas precisou de 80 bilhões de reais de credito rural dos bancos e da poupança nacional para poder produzir. Já a agricultura familiar, produziu 50 bilhões de reais, e utilizou apenas 6 bilhões de reais.
5 - A agricultura familiar produziu comida, e para o mercado interno. O agronegócio produziu commodities, dólares, para o mercado externo. Por isso é dominada pelo controle das grandes empresas transnacionais que controlam o mercado e os preços. As 20 maiores empresas que atuam na agricultura tiveram um PIB de 112 bilhões no ano de 2007. Ou seja, praticamente toda produção do agronegócio é controlada na verdade por apenas 20 grandes empresas. E, em sua maioria, estrangeiras.
6 - O rosto social do povo que vive no meio rural. Há também no censo um retrato da realidade social do meio rural. E a dura realidade emerge nos indicativos de educação. Cerca de 35% de todos os homens adultos e 45% das mulheres, que moram e trabalham no meio rural, não sabem ler e escrever. Apenas 7% da população que mora no meio rural tem o ensino fundamental (8 anos de escola) completos.
Esses dados e outros que não pudemos comentar aqui, por questão de espaço, são reveladores das graves conseqüências desse modelo do capital financeiro e das transnacionais sobre a nossa agricultura, que produziu essa dicotomia entre o modelo do agronegócio e a agricultura familiar. Revela, como as políticas publicas paliativas do Pronaf, Bolsa Família, Luz para Todos, e algum apoio para moradia, são insuficientes para corrigir as graves distorções econômicas e sociais, resultantes da concentração da propriedade da terra e da produção. Daí a atualidade e urgência de uma verdadeira política de reforma agrária, que não seja mais apenas distribuir terras, como o capitalismo industrial clássico fez, mas sim um processo de reestruturação e democratização amplo, do acesso a terra e da reorganização da produção, para abastecimento de alimentos saudáveis, respeitando o meio ambiente, e para o mercado interno. A chamada reforma agrária popular.
Esperamos que o governo e as diversas instituições que atuam no campo, tomem em conta a dramaticidade dos dados, que os movimentos da Via Campesina e as pastorais sociais já vinham denunciando, pois está em curso no Brasil, na verdade, uma contra-reforma agrária, um processo de maior concentração da propriedade e da produção, nas mãos de apenas um por cento de fazendeiros capitalistas, subordinados aos bancos e as empresas transnacionais.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
ENC: NOTA - Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP)
NOTA
Esclarecimento sobre a ocupação do MST em Iaras (SP)
Cutrale usa terras griladas em São Paulo
Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja, que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou o censo agropecuário do IBGE.
A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.
A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.
Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras.
Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale. Infelizmente, as influencias da empresa na imprensa nacional, manipulou o protesto dos ocupantes, para esconder a verdadeira situaçao. A mesma imprensa esqueceu de comentar que usando os metodos mais escusos possiveis a CUTRALE se transformou numa empresa que monopoliza todo comercio de laranjas do estado de são paulo. E que superexplora os agricultores dela dependentes.
O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A Cutrale também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.
Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1.600 famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias.
Direção Estadual do MST-SP
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Igor Felippe Santos
Assessoria de Comunicação do MST
Secretaria Nacional - SP
Tel/fax: (11) 3361-3866
Correio - imprensa@mst.org.br
Página - www.mst.org.br
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domingo, 4 de outubro de 2009
Carta em solidariedade a Cesare Battisti, por uma decisão justa e soberana do Estado brasileiro: a sua libertação
Carta em solidariedade a Cesare Battisti, por uma decisão justa e soberana do Estado brasileiro: a sua libertação
Dezembro de 2008
Vimos, em nome de brasileiros das mais diversas cores ideológicas, manifestar solidariedade ao escritor Cesare Battisti, cidadão italiano mantido preso pela Polícia Federal em Brasília desde março de 2007, acusado de crimes que nega ter cometido, com motivação política, ocorridos em seu país, na década de 1970 -- época em que o mundo estava dividido em dois pólos ideologicamente antagônicos e aconteciam conflitos em ampla escala, nas diversas nações.
Cabe salientar o quanto o episódio é inoportuno, num momento em que o Brasil desfruta de invejável liberdade, começa a pagar suas dívidas sociais e desenvolve esforços para ser reconhecido pelos organismos internacionais como uma nação capaz de assumir responsabilidades maiores na condução dos destinos da humanidade.
Neste sentido, é imperativo sermos vistos como um país que não só respeita os direitos dos seus próprios cidadãos, como apóia os estrangeiros vítimas de perseguições políticas em seus países de origem. A concessão de refúgio humanitário, nesses casos, é uma nobre tradição brasileira da qual não deveremos jamais abrir mão.
Cesare Battisti já sofreu demais. Merece viver em liberdade, com sua família, exercendo o ofício em que tanto se destacou. Merece a hospitalidade dos brasileiros cordiais (torçamos para que eles ainda existam e se manifestem!).
Não é só Cesare que está sendo posto à prova. Nós também: nossos sentimentos humanitários, nosso espírito de justiça, nossa consciência solidária.
Seria motivo de imensa vergonha para nós não oferecermos a um idealista injustiçado condições análogas às que propiciamos a ladrões como Ronald Biggs e ditadores com Alfredo Stroessner.
NOSSA LUTA NÃO É SÓ POR CESARE. É TAMBÉM POR NOSSA DIGNIDADE E ORGULHO NACIONAL.
VENCEREMOS!
ENC: Apelamos para todas e todos!
Apelamos para todas e todos!
A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo e desencadeando o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.
A extradição de Cesare Battisti corresponderia a um golpe jurídico institucional, permitindo ao Supremo Tribunal Federal esvaziar os poderes do Executivo, que pelo menos, mal ou bem, é eleito pela população. Se deixarmos este golpe ser realizado, ele desencadeará o clima favorável a uma onda de criminalização dos Movimentos Sociais.
Apelamos para os Movimentos Sociais, principalmente dos sem terra e dos sem teto, que sabem que a sua luta não se limita aos problemas da reforma agrária e do direito à habitação.
Apelamos para os sindicatos, principalmente os que se inserem nas centrais sindicais mais combativas, que sabem que a luta pelos salários e pelo emprego não resolve sozinha o problema da exploração.
Apelamos para os partidos de extrema-esquerda e outros grupos de extrema-esquerda, que sabem que além do esforço por ampliarem o seu espaço político próprio existe uma luta comum contra o capitalismo.
Apelamos para os professores que possuem algum sentido crítico, que sabem que as palavras que ficam só dentro da sala de aula não chegam a lugar nenhum.
Apelamos para todos e todas, para que entendam que mobilizar-se contra a extradição de Cesare Battisti é agir contra a criminalização da luta anticapitalista.
Não há pressões sobre o governo e sobre o Supremo Tribunal Federal se não houver pressões na rua. Depende de todos vocês, que somos todos nós, impedir que um lutador anticapitalista seja extraditado para uma democracia que por três vezes escolhe ser governada por gangsters e neofascistas.
O Brasil é uma terra de asilo. Assim como o ditador Getúlio Vargas enviou Olga Benário para morrer na Alemanha nazi, deixaremos agora que este país se converta numa sucursal de Guantánamo? Passa Palavra
http://passapalavra.info/?p=12320
Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti em São Paulo
www.cesarelivre.org
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"Quando pararmos de questionar se somos ou não aptos para poder transformar as coisas, aí fodeu". Pilar
"Os pobres sentem raiva, os ricos sentem medo. Não é um país emocionante?" - Os Malvados
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Por que a multinacional japonesa persegue e criminaliza os trabalhadores?
1-Eles defendem a saúde e o emprego de mais de 500 trabalhadores que adoeceram pelo fato de trabalharem há anos submetidos a péssimas condições de trabalho.
2- Eles defendem e desenvolvem os princípios da participação revolucionária e popular.
3- Lutam para que as leis trabalhistas promulgadas pelo Presidente Chávez sejam respeitadas.
4- Impulsionam os conselhos de trabalhadores como comitês revolucionários dentro de uma nova visão sindical.
5- Impulsionam as comunas socialistas na zona industrial de
“Los Montones” na cidade de Barcelona, estado de Anzoátegui, Venezuela.
6- Construíram a Frente Revolucionária de Trabalhadores Socialistas e os pelotões de trabalhadores do PSUV.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Abaixo assinado em defesa dos trabalhadores da Mitsubishi.
Abaixo assinado em defesa dos trabalhadores da Mitsubishi.
¡Basta De perseguições contra os trabalhadores da MMC automóveis!
Imediata readmissão dos diretores sindicais demitidos!
À Ministra do Trabalho Maria Cristina Iglesias.
Prezada Ministra:
Diante da ameaça dos patrões de fecharem a fábrica, diante da sabotagem patronal e fechamento da fábrica por parte dos patrões, eles se mobilizaram e tomaram as dependências da fábrica, inclusive contra a demissão dos terceirizados e exigiram a contratação de todos.
Quando os patrões fecharam a fábrica os trabalhadores da MMC mobilizaram boa parte da população da cidade de Barcelona e conseguiram fazer com que os patrões reabrissem a fábrica. Mas não demorou muito e de maneira violenta demitiu a direção do Sindicato Nova Geração e passou a perseguir e intimidar os trabalhadores dentro da fábrica, desrespeitando as leis e os acordos coletivos.
Diante do exposto nós abaixo assinados, nos dirigimos à Ministra do Poder Popular para o Trabalho da Republica Bolivariana da Venezuela para que faça cumprir as leis e em respeito aos ideais da revolução, comungados pelo Presidente Hugo Chávez, obrigue a direção da MMC a reincorporar os sindicalistas demitidos e cessem todas as perseguições!
Primeiros signatários:
Roque Ferreira- do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários de Baurú e Mato Grosso do Sul.
Adilson Mariano- Vereador PT na cidade de Joinville. Santa Catarina.
Pedro Santinho- Conselho de Fábrica da FLASKÕ. Fábrica ocupada e sob controle dos trabalhadores, na cidade de Sumaré. Estado de São Paulo.
Solicitamos que os sindicalistas do Brasil, os militantes sindicais, partidos e movimento populares assinem e enviem esse abaixo assinado para;
Ministra do Trabalho, Maria Cristina Iglesias: mariacristina_iglesias@hotmail.com
Com copias para:
Vice Ministro do Trabalho, Elio Colmenares: elio.colmenarez@mintra.gov.ve
Vice Ministro do Trabalho, Ricardo Dorado: r.dorado@mintra.gov.ve
sindicatonuevageneracion@gmail.com
frentecontrolobrero@gmail.com
E no Brasil para: mobilizacaoflasko@yahoo.com.br
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Apoio aos 9 anos da Zanon sob controle dos trabalhadores
Companheiros
Publicamos abaixo informes dos trabalhadores da fábrica ocupada, hoje expropriada, da Argentina Zanon. Em primeiro lugar queremos saudar os 9 anos de gestão operário e luta. E mais do que isso convida-los publicamente a estarem presentes no encontro operário e popular que realizaremos no dia 28 de novembro deste ano para fazer avançar a luta de resistência em defesa dos empregos, a tomada de fábrica e a sua transformação em propriedade social pela estatização sob o controle dos trabalhadores. Além disso dar um passo adiante na luta pela reestatização da Embraer, da Vale, das Ferrovias e por um Petrobras 100% e o monopólio 100% do toda a cadeira petrolífera.
Em segundo lugar saudar o apoio que tem dado aos companheiros da Terrabusi que lutam por seus empregos.
Contem conosco nesta batalha.
Somos uma só classe.!
Seremos uma só voz!
Fábrica quebrada é fábrica ocupada e estatizada sob controle dos trabalhadores!
Um ataque a um é um ataque a todos!
Venceremos
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Hoje cumprimos 9 anos de gestão Operária:
Em 1º de outubro de 2001, a família Zanon, depois de anos de ter recebido inúmeros benefícios, créditos, subsídios, etc. mas também de ter realizado um esvaziamento da fábrica, coisa que vínhamos denunciando desde a recuperação de nossa comissão interna no ano 1998, finalmente fechou suas portas.
Hoje quinta-feira 1º de outubro de 2009, as operárias/os de Zanon junto ao Sindicato Ceramistas, cumprimos 9 anos da tomada da fábrica em resguardo de nossa fonte de trabalho.
Têm passado 9 anos, e tal como o propomos no último dia 12 de agosto, dia em que conseguimos a expropriação da fábrica, não nos esquecemos de nosso passado.
Não nos esquecemos da solidariedade dos colegas / as que se acercaram desde um princípio para nos apoiar. Também dos que à distância enviavam seus fundos de greve para resistir meses nas barracas, de colegas que nunca conhecemos mas que fizeram sua nossa luta.
Saudamos e valorizamos o apoio brindado pelas diferentes organizações e à comunidade.
Junto a vocês temos conseguido torcer a vontade política do governo provincial para lhe arrancar a expropriação da fábrica.
Mas jamais apostamos a uma salvação individual. Zanon sob controle dos trabalhadores mudou-nos a vida e continuamos lutando por uma mudança social.
Nossa luta continua. Para sustentar nossa fonte de trabalho em um contexto de crise internacional, onde a gestão operária como a nossa cola duplamente.
Mas também, para lutar por uma saúde e educação pública, por moradias dignas para todos.
Em um contexto de crise internacional, onde novamente as patronais e os governos pretendem que os trabalhadores novamente paguemos a conta, bem como no ano 2001, nossa experiência é um claro exemplo de que podemos e sabemos gerir nossos meios de produção.
Hoje somos parte da luta dos colegas que brigam na contramão dos fechamentos de fábricas, das demissões, como os colegas da ex Terrabusi. Temos feito de sua luta a nossa.
É por isso que convocamos ao conjunto das organizações a nos concentrar hoje quintas-feiras 1 de outubro às 17,30 hs. na ponte da estrada de Neuquén, para solidarizarmos e exigir a reincorporação de todos os colegas e o retiro das forças repressivas da fábrica.
Zanon é do povo!!!
Omar Villablanca (SOECN) 0299-154721962
Andres Blanco (SOECN) 0299-155226569
Cristian Mellado (Imprensa Zanon) 0299-154721986
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Moção de Apoio aos trabalhadores da Flaskô

O 3º Congresso dos Bancários, Financiários e Cooperavitários de Campinas e Região apóia a luta dos trabalhadores da Flaskô, que há seis anos resistem contra o fechamento da fábrica e em defesa dos empregos.
Apoiamos a iniciativa desses operários que, para evitar o desemprego e lutar por seus direitos, ocuparam a fábrica e retomaram a produção sem o patrão, sob o controle dos próprios trabalhadores.
Porém, enquanto o governo Lula não estatiza a Flaskô – como querem os operários – os trabalhadores, o Conselho de Fábrica e seus dirigentes são duramente atacados pela Justiça e órgãos do Estado que, sob o pretexto de cobrar dívidas deixadas pelo patrão, pretendem criminalizar e derrotar a experiência da Fábrica Ocupada Flaskô e o Movimento das Fábricas Ocupadas.
- Contra a perseguição e criminalização dos companheiros da Fábrica Ocupada Flaskô!
- Todo apoio à luta pela estatização da fábrica, sob controle dos trabalhadores!
Vinhedo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Trabalhadores da Flaskô lançam campanha pedindo reunião com Lula
Trabalhadores da Flaskô lançam campanha pedindo reunião com Lula
Em continuidade da audiência pública realizado em Brasília os trabalhadores da Flaskô, em conjunto com o Deputado Fernando Nascimento, protocolaram pedido de reunião com Lula para resolver a questão da Flaskô e salvar os empregos. Para reforçar e mostrar a disposição de luta e o apoio que o movimento conta decidimos iniciar uma campanha de pressão para que Lula cumpra sua promessa.
A audiência apontou pela necessidade de decisões claras por parte do governo, que até o momento não foram tomadas, por isso decidimos mais uma vez nos dirigir a Lula e contamos com a ajude de vocês.
Esta campanha se concentra no pedido para que Lula nos receba ainda este ano. E já informamos que pretendemos até o inicio de dezembro voltar a Brasília, caso não se dê uma solução.
É um campanha de envio de cartões postais dirigidas a Lula, confeccionados em 2 modelos (foto). Por isso pedimos que você apóiem a campanha enviando os postais por sua entidade, em nome pessoal e ajude a conquistar mais apoio. Os postais estão sendo vendidos a R$ 1,00 e o resultado ajudará a organizar um grande encontro em defesa dos Empregos no mês de novembro. Neste encontro discutiremos a defesa dos empregos, a luta pela ocupação de fábrica e controle operário contra o fechamento e a luta mais do que urgente pela re-estatização da Vale, da Embraer, das Ferrovias e pelo monopólio 100% estatal da Petrobras.
Contamos com seu apoio. Entre em contato: pedro.santinho@uol.com.br
FÁBRICA OCUPADA É FÁBRICA ESTATIZADA! NENHUMA DEMISSÃO! OCUPAR AS FÁBRICAS PARA MANTER OS EMPREGOS.
Sumaré, 14 de setembro de 2009.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Fora a polícia de Terrabusi - Reincorporação de todos os demitido
Fora a polícia de Terrabusi – Reincorporação de todos os demitido
Publicamos abaixo carta sobre a luta dos trabalhadores da Kraft-Food enviadas pelos companheiros da fábrica ocupada da Argentina Zanon.
Pedimos atenção também nesta luta
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Nesta sexta-feira, dia 25, milhões de trabalhadores vimos por todos os meios e ao vivo o despejo da Kraf -Foods, ex Terrabusi por parte da infantaria, da cavalaria, da divisão cães, e a guarda nacional.
Imagens do 2001. Igual que a da Da Rua. Igual que Duhalde. O governo de Cristina Kirchner e o governador Scioli, puseram a disposição da patronal yanki todo seu aparelho repressivo. Fazem-no depois de que os trabalhadores e trabalhadoras de Terrabusi, resistissem mais de 40 dias a violação de todos seus direitos, incluindo a violação absoluta das conciliações obrigatórias do ministério de trabalho, a quem a patronal yanki trata como a verdadeiros fantoches.
Por parte da CGT, uma traição total ao serviço da patronal norte-americana, mas também há que dizer que a CTA, salvo mornas declarações não tem feito praticamente nada. Nenhuma medida solidaria. Nenhuma iniciativa ante semelhante violação de direitos.
Desde o Sindicato Ceramista de Neuquén desde o começo estamos junto a nossos colegas e colegas de Terrabusi porque entendemos que aos trabalhadores em luta não há que lhe olhar a chapa, nem a cor de sua roupa, onde há um trabalhador brigando seus direitos HÁ UM AMIGO.
Chamamos ao conjunto das organizações sociais, estudantis e sindicais a redobrar esforços nesta luta contra a patronal yanki de Kraf , contra a repressão destes governos.
Reclamamos à CTA, que diz brigar pela liberdade sindical, a que passe das declarações aos fatos tomando como próprios as reivindicações de quase 3 mil operários e operárias de Terrabusi.
Nestes dias depois do despejo segue a fábrica militarizada, com armas israelenses, com cães, com a guarda montada e a infantaria dentro da fábrica, obrigando a trabalhar aos operários e operárias com uma faca na cabeça, como na ditadura militar.
Por isso nesta Segunda-feira voltamos a mobilizar no país numerosas organizações sindicais, estudantis e de DDHH para uma vez mais repudiar a repressão, e dizer:
- Reincorporação de todos os despedidos
- Fore a polícia de Terrabusi.
Os trabalhadores não devemos pagar por uma crise que não foi por nós gerada.
Uma vez mais, fazemos um chamado às organizações sindicais a fazer desta luta sua própria a luta dos trabalhadores da ex Terrabusi.
Todos sabemos que este é um conflito claramente político. Junto aos colegas de terrabusi estamos os sindicatos militantes, combativos e as organizações solidarias e dispostos a briga estamo lutando contra uma patronal que impulsiona golpes de estado em Honduras, que assessora ao governo Yanqui, que ignora as leis de nosso país e que tanto o governo nacional do K e o provincial de Scioli lhe põem a disposição as forças repressivas para reprimir trabalhares que lutam por sua fonte de trabalho.-
OPERÁRIOS DE ZANON – SINDICATO CERAMISTA DE NEUQUEN
Omar Villablanca Secretário Geral SOECN 0299-154.721.962
Andrés Blanco (desde Terrabusi) Sec. Adjunto SOECN 0299- 155.226.569
Cristian Mellado Imprensa e Difusión 0299-154.721.986
Modelo de Moção: Solidariedade do movimento operário iraquiano
Companheiros,
Encaminho abaixo modelo de moção para desenvolvermos a campanha de apoio aos trabalhadores iraquianos.
Informo também que o companheiro Akram participou do II Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas pelos Trabalhadores e deste contato soubemos que desenvolve esta importante resistência. É urgente nossa ação.
Discutam em seus sindicatos.
Vamos organizar um campanha de denuncia através das centrais e federações,
Viva a unidade da luta dos trabalhadores em todo o mundo.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
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MODELO DE MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES IRAQUIANO
ENVIA PARA:
Akram Nadir (Fereração Sindical do iraque e Kurdistão)
E c/c Pedro Santinho (Movimento das Fábricas Ocupadas0
BASTA DE ATAQUE: LIBERDADES DE ORGANIZAÇÃO
Acompanhamos há muito tempo o desenvolvimento do que se passa no Iraque, sobretudo no que diz respeito as liberdades das organizações operários, e entedemos que é necessário que nos pronunciemos diante do soubemos recentemente.
Tomanos conhecimento das decisões do Ministro da Industria do Iraque, Fawzi François Al-Hariri, que determinou a ilegalidade dos sindicatos e federações de trabalhadores naquele pais. Entre as declaradas ilegais esta a FWCUI.
Sabemos que as autoridades tem desenvolvidos ações arbitrárias e opressivas contra os trabalhadores de modo a os perseguir com demissões ou transferência aos locais de trabalho. Soubemos que as acusões que fazem aos trabalhadores são infundadas e mais do que isso ferem a todas as convenções internacionais sobre liberdade sindical da OIT. Foram os trabalhadores e trabalhadoras iraquianos que há anos protegeram as fábricas no nomento da invasão da pilhagem e do saque. Os operários sacrificaram suas vidas e hoje são novamente atacados tendo suas organizações postas na ilegalidade.
Apoiamos a declaração da FWCUI de que vão continuar lutando e organizando os trabalhadores em assembléias para exigir seus direitos e atendemos seu chamado de ajudar expandir seu movimento pelo mundo, pois sabemos que a classe operária é internacional .
Exigimos que sejam retiradas todas as declarações hostis as organizações dos trabalhadores por parte do Ministério da Industrial e que se reconheça o direito a organização sindical no Iraque.
Por fim também exigimos que seja retirados todas as medidas de penalidade contra os trabalhadores por se organizarem e lutarem por seus elementares direitos.
Sem mais
Entidade
Data
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Solidariedade do movimento operário iraquiano
Companheiros
Enviamos abaixo carta dos companheiros sindicalistas do Iraque em defesa de suas organizações sindicais contra os ataques que vêem sofrendo.
A carta mostra o papel fundamental de resistência do movimento operário iraquiano contra a invasão imperialista norte americana e por isso deve contar com todo nosso apoio.
Ajudem a divulgar.
Envia moções de solidariedade para:
Akram Nadir (Union Organizer in Iraq and Kurdistan)
Mais informações em
Akram Nadir (Union Organizer in Iraq and Kurdistan)
International Representative of Federation of Workers' Councils and Unions in Iraq (FWCUI)
Tel:+1-778-318-6981
E-mail:akram_nadir_1999@yahoo.com
www.fwcui.org
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
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DECLARAÇÃO E ORIENTAÇÕES DO MINISTRO DA INDUSTRIA CONTRA OS SINDICATOS PRORROGANDO DECISÕES FASCISTAS.

O ministro da Industria no Iraque Fawzi François Al-Hariri emitiu orientações por meio de édito determinando os sindicatos e federações de trabalho como ilegais, acusando-as. A FWCUI foi uma das federações mencionadas pelo nome. Primeiro, nós gostaríamos de perguntar ao Ministro acerca da legalidade a que ele se referiu para isso. Se você quis dizer que a formação de uma federação através da autoridade e de leis e ordens em concordância com esta vale dizer que isto nunca será uma federação. Antes será uma afiliação representativa das autoridades do que representativa dos interesses dos trabalhadores. Se você significou “ilegal” em concordância com a Resolução 150 da Lei 52 de 1987, você não precisa emitir nenhuma declaração a este respeito por que estará reiterando propriedades desta para conformar procedimentos ditadoriais. Você esta decretando guerra a liberdade sobre o pretexto de que você e seus governos visitam as leis.
Isto tem acontecido a mais de seis anos desde que nós ouvimos o proclame das intimações e a hipocrisia acerca da democracia. Isto estava ocorrendo conjuntamente com a manutenção da maioria das resoluções fascistas/anti-liberdade, chamadas de resoluções que proíbem a liberdade das associações no setor publico. Deste modo, políticas relevantes estão sendo desenvolvidas no Kurdistão cujos lideres e políticos falam sobre a liberdade e a democracia e criticam as formas do regime dia e noite. As autoridades correntes tem acrescentado mais arbitrariedades e procedimentos opressivos contra trabalhadores ativistas de modo que igualmente os trabalhadores são demitidos e transferidos para diferentes locais de trabalho.
Em suas orientações você falou sobre o caos e a interrupção dos trabalhos!
Porém, o que é mais caótico do que até agora estar na sua posição e não ser capaz de operar uma das mais gigantes companhias afiliadas ao seu Ministério? Esta companhia é capaz de reunir no mercado local necessidades e garantias de exportação e rendimentos públicos que podem contribuir para a sustentabilidade e expansão das operações das companhias. O que é mais caótico e confuso do que a intenção de desativação de companhias imensas ameaçando-as de privatização? O que é mais caótico do que a incapacidade de seus oficiais do Ministério e “experts” que permanecem desamparando-nos no que se refere as sugestões de produção e planos de mercado?
Em seus direcionamentos você tem considerado os encaminhamentos das questões dos trabalhadores pelo seus direitos de organizarem-se em assembléias não violentas como caótico! Você tem advertido contra as filiações com as federações de trabalho, isto não é mais caótico e imensamente debilitante aos direitos dos trabalhadores assim como da vida pendurada aos riscos conseqüentes, mesmo que com algum beneficio para os trabalhadores que operam maquinas perigosas e trabalham com materiais arriscados.
Você esta acusando os trabalhadores de parar o trabalho e criarem o caos. Porém, foram estes trabalhadores que protegeram as companhias contra o período de saqueamento da invasão, eles sacrificaram suas vidas e pararam repentinamente, colocando-se em ordem para proteger as companhias contra pilhagem de gangsters e bandidos. Os trabalhadores, fazendo assim, salvaram bilhões de dólares e asseguraram a continuação do trabalho quando não havia no local autoridade alguma.
Você não pensa que proibindo-os a liberdade de expressão e o direito de se organizarem você desenvolve estruturas extremistas de opressão e escravidão?
Antes de terminar esta carta nós gostaríamos de reiterar à você tão franco e claro quanto possível que a FWCUI e seus ativistas continuaram com suas organizações dos trabalhadores em assembléia não-violentas para reclamar seus direitos e iremos igualmente expandir o nosso movimento.
Centenas de milhares de trabalhadores do Ministério da Industria não se intimidarão ou desencorajarão diante de suas ameaças. Eles são capazes de não apenas fazerem você retirar suas decisões, como também de imporem-se na intenção de melhorar seu padrão de vida e de sua organização em federações livres, assim como de sua escolha por possuir organizações.
Nós ansiamos que você retire suas hostis orientações que solapam a vontade de milhares de trabalhadores no Ministério da Industria e reconheça o direito a organização e não os ameace, puna ou moleste os ativistas. Nós também pedimos a você para abolir as penalidades que você tem emitido contra os sindicatos e trabalhadores ativistas.
Falah Alwan
Presidente da FWCUI
22 de julho de 2009.
sábado, 26 de setembro de 2009
trabalhadores da fábrica de bolachas Kraft fazem piquetes
Série de piquetes interrompe o trânsito em Buenos Aires
Agência Estado
O trânsito na Argentina se tornou refém dos piquetes. Hoje o centro de Buenos Aires e os principais acessos à cidade estão praticamente interrompidos. Durante toda a semana vários sindicatos realizaram passeatas intermitentes pela cidade de Buenos Aires, provocando engarrafamentos e a irritação dos motoristas.
Hoje estão bloqueados os principais acessos a Buenos Aires: Ponte Pueyrredón, Avenidas dos Constituyentes e General Paz e as Autopistas Riccheri, General Paz e Panamericana. Até a sede da União Industrial Argentina, em plena Avenida de Maio, sofre com um piquete contra as declarações do presidente da entidade, Hector Méndez, que pediu às autoridades o controle dos bloqueios.
Várias outras avenidas importantes estão sofrendo algum tipo de interrupção do trânsito hoje, como a Corrientes e a Callao. Para completar, para o final da tarde estava prevista manifestação na Praça do Congresso para pedir mais segurança.
O principal piquete destes últimos dias é dos trabalhadores da fábrica de bolachas Kraft. Há cerca de um mês, 150 operários que foram demitidos fazem passeatas e bloqueios na autopista Panamericana, por onde circulam cerca de 700 mil veículos por dia.
Sem nenhum tipo de controle por parte das autoridades, a cidade de Buenos Aires acumula 440 piquetes que provocaram caos nas principais ruas e avenidas durante 2009. No ano passado, foram registrados 360 bloqueios dos pontos nevrálgicos da capital federal.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Em defesa da democracia e do MST
21 de setembro de 2009
->Versión en Español
->English Version
->Version Français
Bastou realizarmos mais uma jornada de lutas - cobrando o cumprimento de uma pauta de reivindicações apresentada ao governo Lula ainda em 2005 – e exigirmos a atualização dos índices de produtividade agrícola, como estabelece a Constituição Federal, para que viesse a reação.
Os setores mais conservadores do Congresso e da sociedade, liderados pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO), começaram a orquestrar uma nova ofensiva contra o MST. Na semana passada, os parlamentares ruralistas protocolaram mais uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST - a terceira em menos de 5 anos. É exatamente uma represália à nossa ousadia de solicitar a atualização dos índices de produtividade agrícola, que poderá beneficiar os proprietários rurais que realmente produzem em nosso país.
Os que não produzem, certamente, aprovados os novos índices, terão dificuldades de acessar os recursos dos cofres públicos. Assim, os “modernos” defensores do agronegócio não apenas defendem uma agricultura atrasada, em defesa própria, como também expressam, mais uma vez, seu caráter anti-social e parasitário dos recursos públicos.
Os ruralistas, agora parlamentares, alegam que há uma malversação dos recursos públicos destinados à Reforma Agrária para justificar essa CPI. É um direito deles fazer esse questionamento e elogiamos a disposição de prezar pelos recursos públicos.
Mesmo sabendo que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que a senadora Kátia Abreu preside, financiou a campanha eleitoral da senadora e até hoje não foi investigada. Mas se há problemas com esses recursos públicos, para que serve o Tribunal de Contas da União (TCU), subordinado ao Congresso Nacional, ou a Receita Federal?
Há a necessidade de criar uma nova CPI ou os objetivos são apenas imobilizar um movimento social e ocupar espaços na mídia para inibir a bandeira da Reforma Agrária? Parlamentares identificados ou coniventes com esses objetivos é que não faltam.
Mas se não nos faltam inimigos da Reforma Agrária, fortalecidos política e economicamente há cinco séculos pela existência do latifúndio, também não nos faltam solidariedade e apoio de incansáveis e valorosas lutadoras e lutadores da Reforma Agrária.
Abaixo, segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em: http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html.
Secretaria Nacional do MST
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
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Trabalhadores da Fábrica ocupada Flaskô apoiam povo de Honduras
Decidimos reforçar a luta Abaixo o Golpe Militar em Honduras dos povos de Honduras. Entendemos que apenas os trabalhadores podem salvar os trabalhadores, isto quer dizer de maneira prática temos que adotar iniciativas em cada local de trabalho, em cada escola, em cada bairro, com medidas simples, por isso propomos:
1. toda entidade coloque a campanha de solidariedade internacional em seus sites e blogs
2. toda entidade, sindical, popular, democrática, mandatos e outros façam boletim, jornais e outros materiais explicando isto ao seus amigos, seus companheiros explicando ao povo o golpe
3. toda parlamentar aprove nas câmaras de vereadores, de deputados estaduais, de deputados federais moções de solidariedade ao povo de Honduras.
COMPANHEIROS TEMOS QUE POR TODA PARTE DIZER QUE POR TODA A AMERICA OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DERROTARAM AS DITADURAS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS MOSTRANDO QUE NÃO ACEITAREMOS MAIS ESTASA MEDIDAS DO IMPERIALISMO.
POR ISSO MAIS DO QUE APENAS A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AO POVO HONDURENHO É UMA LUTA EM DEFESA PRÓPRIA, POIS SOMOS UMA SÓ CLASSE.
E UM ATAQUE A UM É UM ATAQUE A TODOS. HOJE É HONDURAS, SE DEIXAMOS PASSAR AMANHA PODER SER BOLIVIA VENEZUELA E QUEM SABE MAIS.
VIVA A LUTA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES!
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
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Ato de Solidariedade ao Povo Hondurenho
Ato de Solidariedade ao Povo Hondurenho
Abaixo o Golpe Militar em Honduras
Manifestação
Nesta quarta-feira (23/09), às 14h
Consulado de Honduras em São Paulo
Rua da Consolação, 3.741
A situação em Honduras volta a se agravar. A volta do presidente eleito Manuel Zelaya ontem ao país mais uma vez colocou a verdadeira face dos golpistas: repressão as manifestações, prisões, mortes. A repressão brutal contra os manifestantes que estavam em frente à Embaixada Brasileira e o toque de recolher precisam de uma resposta internacional imediata.
O noticiário de hoje traz que Tegucigalpa está sitiada pelos militares que tentam impedir que as marchas que saíram de várias regiões do país cheguem à capital. Ao mesmo tempo os militares tomaram as ruas tentando impedir que a população se manifeste contra os golpistas. Pelas informações já há vários mortos e a repressão continua. Mas o povo hondurenho não desiste de sair às ruas e se manifestar.
Por isso diversas entidades de direitos humanos, do movimento sindical, popular e estudantil decidiram realizar um ato de solidariedade ao povo Hondurenho, amanhã (23/09), às 14h, em frente ao Consulado de Honduras em São Paulo.
Compareça! Divulgue! Mais informações: (11)3101-8810
domingo, 20 de setembro de 2009
A SOCIALIZAÇÃO DA SOCIEDADE
A SOCIALIZAÇÃO DA SOCIEDADE
Rosa Luxemburgo
Dezembro de 1918
Escrito em: Dezembro de 1918.
1ª Edição: Die junge Garde (Berlin); No 2,4. December 1918.
Fonte: 'Gesammelte Werke', Vol. 4, p 431-34, RDA, Berlin, 1970-75 .
Tradução de: Isabel Loreiro.
HTML por José Braz para The Marxists Internet Archive.
Direito de Reprodução: Luxemburg Internet Archive (marxists.org), 1999. A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.
A revolução do proletariado, que acaba de começar, não pode ter nenhum outro fim nem nenhum outro resultado a não ser a realização do socialismo. Antes de tudo, a classe operária precisa tentar obter todo o poder político estatal. Mas para nós, socialistas, o poder político é apenas meio. O fim para o qual precisamos utilizar o poder é a transformação radical da situação econômica como um todo.
Hoje, todas as riquezas _ as maiores e melhores terras, as minas e empresas, assim como as fábricas _ pertencem a alguns poucos latifundiários e capitalistas privados. A grande massa dos trabalhadores, por um árduo trabalho, recebe apenas desses latifundiários e capitalistas um parco salário para viver. O enriquecimento de um pequeno número de ociosos é o objetivo da economia atual.
Esta situação deve ser eliminada. Todas as riquezas sociais, o solo com todos os tesouros que abriga no interior e na superfície, todas as fábricas e empresas, enquanto propriedades comuns do povo, precisam ser tiradas das mãos dos exploradores. O primeiro dever de um verdadeiro governo operário consiste em proclamar, através de uma série de decisões soberanas, os meios de produção mais importantes como propriedade nacional e em pô-los sob o controle da sociedade.
Só então começa propriamente a mais difícil tarefa: a construção da economia em bases totalmente novas.
Hoje, em cada empresa, a produção é dirigida pelo próprio capitalista isolado. O que e como deve ser produzido, quando e como as mercadorias fabricadas devem ser vendidas é o empresário quem determina. Os trabalhadores jamais cuidam disso, eles são apenas máquinas vivas que têm de executar seu trabalho.
Na economia socialista tudo isso precisa ser diferente! O empresário privado desaparece. A produção não tem mais como objetivo enriquecer o indivíduo, mas fornecer à coletividade, meios de satisfazer todas as necessidades. Consequentemente, as fábricas, empresas, explorações agrícolas precisam adaptar-se segundo pontos de vista totalmente novos:
Primeiro: se a produção deve ter por objetivo assegurar a todos uma vida digna, fornecer à todos alimentação abundante, vestuário e outros meios culturais de existência, então a produtividade do trabalho precisa ser muito maior que hoje. Os campos precisam fornecer colheitas maiores, nas fábricas precisa ser utilizada a mais alta técnica; quando às minas de carvão e minério, apenas as mais rentáveis precisam ser exploradas etc. Segue-se daí que a socialização se estenderá, antes de mais nada, às grandes empresas industriais e agrícolas. Não precisamos nem queremos tirar a pequena propriedade ao pequeno agricultor e ao pequeno trabalhador que, com seu próprio trabalho, vive penosamente do seu pedacinho de terra ou da sua oficina. Com o tempo, todos eles virão até nós voluntariamente e compreenderão as vantagens do socialismo sobre a propriedade privada.
Segundo: para que na sociedade todos possam usufruir do bem-estar, todos precisam trabalhar. Apenas quem executa trabalho útil para a coletividade, quer trabalho manual, quer intelectual, pode exigir da sociedade meios para a satisfação de suas necessidades. Uma vida ociosa, como hoje levam na maioria das vezes os ricos exploradores, acaba. A obrigação de trabalhar para todos os que são capazes, exceto naturalmente as crianças pequenas, os velhos e os doentes é, na economia socialista, uma coisa evidente. Quando aos incapazes de trabalhar, a coletividade precisa simplesmente tomar conta dele – não como hoje, com esmolas miseráveis, mas por meio de alimentação abundante, educação pública para as crianças, boas assistência médica pública para os doentes etc.
Terceiro: a partir do mesmo ponto de vista, isto é, do bem-estar da coletividade, é preciso que os meios de produção, assim como as forças de trabalho sejam inteligentemente administradas e economizadas. O desperdício, que ocorre hoje a cada passo, precisa acabar.
Assim, naturalmente, é preciso suprimir a indústria de guerra e de munição no seu conjunto, pois a sociedade socialista não precisa de armas assassinas. Em vez disso, é preciso que os valiosos materiais e a força de trabalho aí empregados sejam utilizados para produzir coisas úteis. As indústrias de luxo, que hoje produzem todo tipo de futilidades para os ociosos, assim como a criadagem pessoal, precisam igualmente desaparecer. Toda a força de trabalho posta nisso encontrará ocupação mais útil e mais digna.
Se desta maneira criarmos um povo de trabalhadores, em que todos trabalhem para todos, para o bem-estar e o beneficio coletivos, então, quarto: o próprio trabalho precisa adquirir uma configuração inteiramente diferente. Hoje em dia, o trabalho, tanto na indústria, quanto na agricultura ou no escritório é, na maioria das vezes, uma tortura e um fardo para o proletário. As pessoas vão para o trabalho porque é preciso, caso contrário não conseguirão meios de subsistência. Na sociedade socialista, onde todos trabalham em conjunto para o seu bem próprio bem-estar, é preciso ter a maior consideração pela saúde e pelo prazer de trabalhar. Tempo de trabalho reduzido, que não ultrapasse a capacidade normal, locais de trabalho saudáveis, todos os meios para o descanso e o trabalho precisam ser introduzidos, para que cada um faça a sua parte com maior prazer.
Porem para todas as grandes reformas é necessário o material humano correspondente. Hoje atrás do trabalhador, esta o capitalista com seu chicote _ em pessoa, ou através de seu contra-mestre ou capataz. A fome arrasta o proletário para trabalhar na fábrica, na grande propriedade ou no escritório. O empresário cuida então para que o tempo não seja desperdiçado, para que o material não seja estragado, para que seja fornecido trabalho bom e competente.
Na economia socialista é suprimido o empresário com seu chicote. Aqui os trabalhadores são homens livres e iguais, que trabalham para seu próprio bem-estar e benefício. Isso significa trabalhar zelosamente por conta própria, por si mesmo, não desperdiçar a riqueza social, fornecer o trabalho mais honesto e pontual. Cada empresa socialista precisa, naturalmente, de um dirigente técnico que entenda exatamente do assunto, que estabeleça o que é mais necessário para que tudo funcione, para que seja atingida a divisão do trabalho mais correta e o mais alto rendimento. Ora, isso significa seguir essas ordens de boa vontade, na íntegra, manter a disciplina e a ordem, sem provocar atritos nem confusões.
Numa palavra: o trabalhador da economia socialista precisa mostrar que também pode trabalhar zelosa e ordeiramente sem o chicote da fome, sem o capitalista e seus contra-mestres atrás das costas, que pode manter a disciplina e fazer o melhor. Para isso é preciso auto-disciplina interior, maturidade moral, senso de dignidade, todo um renascimento interior do proletário.
Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo. A sociedade socialista precisa de homens que estejam, cada um em seu lugar, cheios de paixão e entusiasmo pelo bem estar coletivo, totalmente dispostos ao sacrifício e cheios de compaixão pelo próximo, cheios de coragem e tenacidade para ousarem o mais difícil.
Porém, não precisamos esperar quase um século ou uma década até que tal espécie de homens se desenvolva. Precisamente agora, na luta, na revolução, as massas proletárias aprendem o idealismo necessário e adquirem rapidamente maturidade intelectual. Também precisamos de coragem e perseverança, clareza interna e disposição ao sacrifício para continuar a revolução até a vitória. Recrutando bons combatentes para a atual revolução, criamos futuros trabalhadores socialistas, necessários como fundamento de uma nova ordem.
A juventude trabalhadora, sobretudo, é chamada para esta grande tarefa. Como geração futura, ela formará com toda certeza o verdadeiro fundamento da economia socialista. Ela tem que mostrar já, como portadora do futuro da humanidade, que está à altura dessa grande tarefa. Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade? Nós conseguiremos! Como diz o poema:
Não nos falta nada, minha mulher, meu filho, a não ser tudo que cresce através de nós, para sermos livres como os pássaros: nada, a não ser tempo!
Venezuela: Vitória dos Trabalhadores de Mitsubishi!


Vitória dos Trabalhadores de Mitsubishi!
escrito por O Militante.
terça-feira, 08 de setembro de 2009
Na tarde desta segunda-feira 7 de setembro recebíamos dos camaradas de SINGETRAM (Sindicato dos trabalhadores da fábrica Mitsubishi na Venezuela) a notícia da retirada do pedido de fechamento por parte da gerencia de MMC Automotriz e o reinicio de atividades a partir de 21 deste mesmo mês. Este vitória dos trabalhadores da Mitsubishi deu-se sobre a base da mobilização, a firmeza na defesa da dignidade dos trabalhadores e os postos de trabalho, na genuína democracia sindical no momento de discutir a atuação diante do louckout ("greve" patronal) e à participação conjunta de operários, camponeses, estudantes e comunidades na construção de uma Comuna Socialista que impulsione o Parque Industrial Socialista na zona industrial de os Montões, de Barcelona agrupando às bases do PSUV contra a nova agressão da multinacional japonesa.
A "greve" patronal
No ultimo de 24 de Agosto a empresa concluiu a suspensão de operações na planta de MMC Automotriz, localizada na Zona Industrial dos Montões, em Barcelona, Anzoátegui, paralisando a montadora de maneira unilateral em uma nova tentativa por acabar com o sindicato SINGETRAM. Ao melhor estilo da sabotagem patronal de dezembro 2002, a gerencia da montadora automotriz decidiu pelo fechamento da planta, ameaçando com não retomar operações, a possibilidade de abandonar a produção no país, tudo isto alegando uma suposta anarquia dentro da empresa e uma baixa produtividade dos trabalhadores da planta. Na nota de imprensa publicada o mesmo dia 24 por AFP assinala-se que “A companhia, cuja planta montadora se encontra em Barcelona, no leste da Venezuela, pôs ponto final a seu trabalho devido ‘ao baixíssimo rendimento’ de suas operações ao que se soma ‘o alto nível de absentismo, indisciplina, agressividade e anarquia que impera em um grupo de trabalhadores’”. Como sempre, o explorado tratando de jogar a culpa sobre o oprimido, sobre as vítimas da exploração capitalista que somos os/as trabalhadores/as.
Está claro que a luta conseqüente que tem levado os camaradas de SINGETRAM, dignificando as condições trabalhistas, de segurança e saúde trabalhista, bem como a defesa dos postos de trabalho e a luta contra a terceirização são as causas reais deste fechamento. Trata-se da necessidade do patrão de atacar o sindicalismo classista e combativo, para aumentar a exploração dos trabalhadores e aumentar a mais valia. Isto não está só claro para a gerencia de MMC Automotriz senão para a burguesia venezuelana em geral. Não é casualidade que no dia seguinte que se tornava público o fechamento unilateral da montadora, Noel Álvarez, presidente de FEDECÁMARAS (Sindicato Patronal na Venezuela), declarasse em roda de imprensa seu apoio ao fechamento, atacasse o sindicato assinalando que “o que está sucedendo com a montadora (…) obedece a um aprofundamento dos conflitos trabalhistas, que tem acontecido de maneira recorrente em outras empresas, quando um grupo de sindicalistas em vez de defender seus interesses, atuam de maneira política” e adicionalmente “advertiu que não só resultará afetada a economia do estado Anzoátegui, senão que também uma grande quantidade de trabalhadores vão ficar desempregados”. Inclusive em um arrebate de cinismo, Álvarez chegou a dizer que os empresários estão “empenhados” em tratar de melhorar as relações. Isto quando não só desde 1998 estamos vivendo o período de maior “greve de capitais”, isto é, dos próprios patrões, no país e sobretudo nos últimos anos tem aumentado a campanha de sabotagem por parte da burguesia à economia nacional, agravada agora pela atual crise capitalista que está golpeando o país.
“O incremento dos sindicatos é de 300% aproximadamente e, em sua maioria, têm caráter partidária, o que causa paralelismo sindical e a paralisação de atividades, que afetam profundamente a corrente produtiva do país”, assinalava Álvarez. O problema central para a burguesia, como temos assinalado diferentes vezes, é que produto do processo revolucionário deu um re-impulso à consciência e combatividade da classe operária e tem varrido em muitos casos com a velha burocracia sindical, submetidas aos desejos da patronal e complacente com as retiradas dos direitos trabalhistas a os/as trabalhadores. Segundo escreveu o diário burguês O Nacional, “os problemas sindicais têm estado marcados pela penetração de ideologias políticas que nada tem que ver com as reivindicações contratuais e afetam a empresas, empregados e consumidores”. É justamente a elevação da consciência de classe e os elementos de democracia operária que se geraram em muitos dos novos sindicatos que têm surgido desde a base o que realmente teme esta gente. É justamente o questionamento às relações de produção, a entender que o poder real está é em mãos dos trabalhadores e que não precisamos de patrões e empresários para produzir, porque somos justamente nós quem geramos a riqueza. Este é caminho que está propondo o Presidente Chávez e que estão seguindo os trabalhadores de MMC automotriz.
A inspetoria do trabalho opõe-se ao fechamento.
O Ministério do Trabalho imediatamente qualificou a ação dos gerentes como um fechamento patronal unilateral injustificado e exigiu a imediata abertura da planta e o reinicio das atividades produtiva, tudo isso ademais quando os camaradas de Singetram demonstraram a falsidade das imputações do pleito que apresentava a empresa.. Assim mesmo, a inspetoria, mediante decisão administrativa adotada desde a mesma segunda-feira, impôs a MMC Automotriz a obrigação de pagar os salários e benefícios trabalhistas devidos para os/as trabalhadores/as, dado que a suspensão se deriva de uma ação unilateral do patrão, segundo escreveram os meios. No entanto, a gerencia negou-se à reabertura indicando em um comunicado que supostamente “Não estão dadas as condições de segurança necessárias para operar e, portanto, se justifica a paralisação das atividades”. Em concordância com sua argumentação inicial para o fechamento da planta, o comunicado com que recusavam a ordem de reabertura indicava que “Panfletos e cartazes com ameaças à vida de vários colegas de traabalho, quem têm interposto denúncias no Ministério Público, demonstram que o clima de agressão e violência imperava dentro das instalações da empresa sob uma absoluta impunidade”. No entanto, recordemos que é a própria gerencia de MMC Automotriz a que esteve implicada na repressão sangrenta com o assassinato dos colegas Pedro Suárez e Javier Marcano, bem como vários feridos de bala quando usando um comando do GRIP de Poli Anzoátegui tentaram retomar o controle da planta a sangue e fogo no último dia 29 de Janeiro de 2009.
No que diz respeito às acusações da gerencia de MMC Automotriz, já o camarada Félix Martínez secretário geral de Singetram, tinha esclarecido que enquanto no último dia 21 de março se chegou a um acordo com a empresa de produzir 60 veículos ao dia, “isto estava condicionado a que MMC cumprisse com os benefícios trabalhistas. Em vez disso, vêm acossando aos trabalhadores, incitando à violência. Queremos deixar claro que o que está passando dentro da empresa é unicamente responsabilidade da gerencia que não tem capacidade de responder”. Inclusive assinalou a grave situação humanitária que se gerava com a suspensão por parte da empresa de “as terapias de reabilitação de 125 doentes ocupacionais”, parceiros/as que tinham gastado sua saúde lhe produzindo riqueza a estes parasitas em condições de super exploração que agora os querem jogar como se fossem sucatas.
Sucesso da Assembléia popular para formar A Comuna Socialista.
Este conflito novamente tem demonstrado o papel primordial que pode e deve jogar a classe trabalhadora na revolução e a importância da democracia operária nas organizações sindicais e como estas podem nuclear e promover a criação de órgãos de luta revolucionários que aglutinem não só aos trabalhadores/as de uma empresa em particular, senão também construir a unidade da classe através da luta concreta e se aproximar aos demais setores oprimidos. Já desde o dia 25 de Agosto, quando os trabalhadores/as de MMC Automotriz se reuniram com representantes do Ministério do Trabalho em Anzoátegui para iniciar os procedimentos legais para responder as pretensões do patrão, o Singetram anunciava que o caminho para lutar contra as pretensões de fechamento da planta passava pela ação conjunta dos trabalhadores da zona industrial de Os Montões de Barcelona junto aos Conselhos Comunais da zona e seus arredores, além da participação de camponeses e estudantes.
Assim, no último dia 28 de Agosto se realizou na Zona Industrial de Os Montões uma grande Assembléia Popular onde participaram os diversos sindicatos que da região, bem como conselhos comunais dos arredores, esclarecendo a situação do louckout ("greve" patronal) e propondo a idéia de criar na zona uma Comuna Socialista tal como tem proposto pelo Presidente da República que desde as bases e de maneira organizada de respostas concretas aos problemas que afetam a os/as trabalhadores/as da zona mas também às comunidades proximas. Fizeram-se os preparativos para instaurar uma grande assembléia realizada no sábado 5 de Setembro para conformar uma equipe promotora da Comuna Socialista, aglutinando à maior quantidade de sindicatos da zona, bem como Conselhos Comunais, Camponeses/as e Estudantes.
Com mais de 750 pessoas, no sábado iniciou-se esta nova assembléia com a participação da maioria dos sindicatos da zona industrial, conselhos comunais de Barcelona e inclusive alguns de Porto A Cruz, parceiros/as da Frente Nacional Camponês Ezequiel Zamora e estudantes da UNESR e UDO principalmente. O ambiente era claramente de entusiasmo e combatividade. Desta maneira, discutiram-se não só os problemas trabalhistas que há nas empresas da zona industrial, particularmente o caso de MMC mas também de empresas como VIVEX, que leva já mais de 8 meses de ocupação ante os ataques do patrão. Uns 50 assistentes à Assembléia decidiram-se a constituir ativamente o Comitê Promotor da formação da Comuna Socialista da Zona Industrial dos Montões e assim começar a dar soluções concretas aos problemas que afetam à zona.
Vitória operária e popular: Derrotado o louckout ("greve" patronal)
Já na tarde de ontem nos comunicavam os camaradas de SINGETRAM que finalmente o patrão tinha desistido do fechamento e se firmou a data para a reabertura da planta no dia 21 de Setembro. Segundo uma nota publicada no dia de hoje pelo diário burguês O Tempo, “A montadora anunciou o reinicio das operações para o próximo 21 de setembro, assinalando que diversas disposições legais abrem passo à restituição das condições de segurança para funcionar.” Adicionalmente, a nota do Tempo assinala que “Sem oferecer detalhes do acordo atingido entre a empresa e seus trabalhadores, a planta assinala, mediante um comunicado, que prosseguirá em seu plano de melhoras relativas a higiene e segurança trabalhista, e espera que se cumpra a ordem legal que proíbe a circulação, dentro de suas instalações, de propaganda que incite à violência.”
A realidade é que o patrão tem tido que desistir como conseqüência da correta mobilização dos trabalhadores não só de Mitsubishi senão de grande parte da zona industrial, envolvendo ao PSUV, à Frente Socialista de Trabalhadores e a unidade de ação construída em diversas assembléias populares na qual participaram também camponeses, estudantes e conselhos comunais da zona. A tarefa é agora continuar organizando à base revolucionária, desenvolver as patrulhas trabalhistas do PSUV para que os trabalhadores e as comunidades estejam preparados para as novas arremetidas da multinacional MMC e impulsionar a Comuna Socialista do parque industrial "Os montões" com o fim de dar solução ao abandono ao que a burguesia e a burocracia estatal tem abocada à zona.
México: Carta aberta pela estatização de Olympia sob controle operário
Companheiros
Abaixo nos da fábrica ocupada Flaskô e do Movimento Nacional de Fábricas ocupadas publicamos carta dos companheiros da Olympia, fábrica em luta no México, e pedimos o apoio de todos pois esta é a mesma luta que desenvolvemos no Brasil.
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
México: Carta aberta - Pela estatização de Olympia sob controle operário
escrito por Gerardo S. Xicoténcatl Lima
15 September 2009
Os trabalhadores da fábrica Olympia de México S.A. de C.V. estamos em greve em defesa de nossos direitos. No próximo dia 15 de setembro nosso movimento grevista cumprirá oito meses.
Felipe Calderón Hinojosa
Presidente de México
Enrique Peña Neto
Governador do Estado de México
Javier Lozano
Secretário do trabalho
Fernando Gómez Mont
Secretário de gobernación
María Guadalupe López Pérez
Presidenta da Junta Especial #29 Federal de Conciliación e Arbitragem
PRESENTES:
Como vocês sabem, nós que trabalhamos na fábrica Olympia de México S.A. de estamos em greve em defesa de nossos direitos. No próximo dia 15 de setembro nosso movimento grevista cumprirá oito meses. A greve começou diante do reiterado não cumprimento pelos patrões de uma série de encargos trabalhistas estabelecidas na Lei Federal do Trabalho e por nosso Contrato Coletivo, e porque ademais eles simplesmente deixaram de pagar nossos salários correspondentes às duas primeiras semanas de janeiro. Ante os abusos e o cinismo dos altos diretores e os proprietários da empresa, não nos sobrou outro remédio que o de tomar o caminho da greve para reclamar o que legitimamente nos pertence.
Desafortunadamente este conflito trabalhista estendeu-se já em vários meses diante da falta de seriedade da empresa para atender todas nossas demandas. Isso tem sido a tônica geral por parte dos patrões ao longo dos oito meses de greve; diante tal indiferença e o evidente desinteresse dos patrões para pôr a produzir a empresa bem como para manter nossa fonte de trabalho aberta (tanto a de nós como trabalhadores sindicalizados e a de nossos colegas empregados) se transformaram nas razões que nos motivaram a levantar como demanda o pedido do direito constitucional de que Olympia de México seja estatização pelo Estado para salvar da catástrofe provocada pelos patrões e evitar desta maneira que nossos empregos sejam destruídos. Não obstante, não estamos solicitando uma estatização em abstracto, senão que ademais a empresa fique sob o controle e administração direta e democrática de todos os que nela trabalhamos. Pensamos que esta última é a melhor garantia para que uma empresa estatizada prospere e evitar que ao passo do tempo termine sendo arruinada e presa de todas as corruptelas e rapina produto de uma administração sob mãos de representantes do governo.
Desgraçadamente, enquanto a empresa tem retrocedido em certa medida fazendo-nos diferentes ofertas para terminar a greve, a atitude de indolência segue sendo muito similar à que se tinha desde que começou a greve no passado 15 de janeiro. Consideramos insuficientes as ofertas feitas até o momento pelos patrões, mas também pensamos que o objetivo que pretendem estes últimos é o de nos obrigar a ceder em nossas demandas, utilizando o esgotamento e o desgaste como recursos. Todo isso ao mesmo tempo que estamos convencidos de que em tudo isto, tanto as autoridades federais como estatais, têm sido cúmplices de dita estratégia e se puseram a serviço dos patrões de Olympia de México S.A. de C.V.
Lamentavelmente, e para má fortuna dos patrões e as autoridades governamentais, o estratagema que organizaram na contramão de nossa greve tem fracassado rotundamente. Nossa luta, contrário ao que vocês esperavam, se fortaleceu ao longo de todos estes meses, conseguindo ademais o apoio manifesto e com ações concretas de uma camada importante de sindicatos e sindicalistas de México e de vários países mais. Hoje nossa moral é boa e nossos ânimos por defender o que legitimamente é nosso e de nossas famílias se fortaleceu. Não cederemos até nos sentir satisfeitos de que o que se conseguiu é a reivindicação de nossa luta. No entanto o que não vamos seguir tolerando é da patronal a estratégia de desgaste nem a cumplicidade com isto por parte das autoridades federais e estaduais. Não vamos seguir tolerando nenhuma forma de deboche mais e, pelo contrário, intensificaremos mais nossas ações desenvolvendo uma agitação ainda maior entre as fábricas da região do Estado de México em que se localiza Olympia de México S.A. de C.V, bem como em outros pontos do Edomex e do DF.
Chamaremos com mais força ainda a todos esses trabalhadores a que sigam o mesmo caminho que o nosso em defesa de seus interesses e desenvolveremos mais mobilizações. Temos sido pacientes, mas a paciência está se esgotando. Se a empresa e as autoridades governamentais seguem pelo mesmo caminho não nos deixassem outro remédio mais que o de fazer exatamente o que fizeram os operários argentinos da fábrica de cerâmicas de Zanón que, depois do fechamento patronal da empresa, no ano 2000, tomaram a fábrica sem permissão de ninguém para a pôr a produzir sob seu controle direto. Dessa forma os operários argentinos de Zanon iniciaram a luta pela defesa de sua fonte de trabalho, fazendo ao patrão de um lado e na contramão da vontade do governo desse país. A determinação dos trabalhadores de Zanon por seguir adiante já tem dado como resultado que recentemente, em agosto passado, o parlamente argentino tenha votado e avalizado a expropriação definitiva de dita empresa a favor dos trabalhadores. Se alguém de vocês não conhece esta história basta apenas que marquem ao número telefônico da embaixada argentina para que lhes dêem um relatório detalhado ao respeito e das enormes dores de cabeça que tem significado tanto para a burguesía como para o regime argentino, o movimento de fábricas recuperadas sob controle operário. Se não nos deixam outro recurso, não nos ficará outro caminho aos trabalhadores de Olympia de México S.A. de C.V. mais que o de atuar exatamente da mesma maneira que o fizeram nossos irmãos de classe em Zanón.
É por todos os argumentos antes expostos que todos os trabalhadores de Olympia de México S.A. de C.V. novamente nos mobilizaremos nesta próxima quarta-feira 23 de setembro em direção à Câmera de Deputados, em San Lázaro, para exigir formalmente a expropriação de nossa empresa. Desde nosso ponto de vista a melhor garantia de salvar nossos empregos e defender nossos direitos como trabalhadores é arrebatar a empresa das garras dos patrões.
Ao mesmo tempo, nessa jornada de luta também exigiremos que as autoridades trabalhistas tirem suas mãos de Olympia de México deixando de atuar de maneira parcial e em cumplicidade com os patrões.
Assim mesmo, aproveitamos esta oportunidade para convidar a todos os jovens estudantes e trabalhadores a unir a esta jornada de luta participando ao lado de nós e se mobilizando na quarta-feira 23 de setembro. A ação será às 8 am no estacionamiento do Burguer King localizado na esquina de Boulevard Porto Aéreo e a Calçada I. Zaragoza.
Os trabalhadores de Olympia de México S.A. de C.V. já estamos incomodados das cumplicidades entre patrões e o governo; já estamos cansados de que nossos direitos sejam pisoteados; já estamos fartos da exploração capitalista. Não desfaleceremos em nossa luta e iremos tão longe como tenhamos que ir contanto que nossos direitos se façam valer.
Atenciosamente
Gerardo S. Xicoténcatl Lima
Secretário Geral do Sindicato Industrial de Olympia de México S.A. de C.V.
Sindicato valente que luta por sua gente!
13 de setembro do 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Como funciona o capitalismo
Curso de Formação Política
“Como funciona o capitalismo”
Roteiro: o desenvolvimento do capitalismo - mais-valia - acumulação - crise - papel do Estado.
Duração: 16 horas
N° mínimo de participantes: 20
Dias 03 e 04 de outubro, (sábado e domingo) das 9h00 às 17h00.
Local: Flaskô (Rua 26, n° 300 – Pq. Bandeirantes – Sumaré/SP – saída km 107 da Anhanguera)
Realização: Flaskô e Esquerda Marxista
Inscrições com Alexandre:
3854-7798 / 8129-6637 ou por juridicoflasko@yahoo.com.br
“Quem sabe mais, luta melhor”
· O curso é desenvolvido pela metodologia do Núcleo de Educação Popular 13 de maio, que realizada trabalhos de formação política, junto aos movimentos sociais e sindicais desde 1982.
domingo, 13 de setembro de 2009
Rede de Solidariedade aos Trabalhadores Iranianos
Companheiros
Acompanhem a luta dos operários iranianos. Este é o site da campanha em português.
http://www.iwsn.org/portugues.htm
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Liberdade para Abbas Hakimzadeh!
Depois da libertação de Mohsen Hakimi e o segundo ataque contra os estudantes da Universidade Amir Kabir, a Rede de Solidariedade aos Trabalhadores Iranianos (IWSN, da sigla em inglês) quer destacar o horrível trato que as forças de segurança do regime iraniano estão propiciando a Abbas Hakimzadeh para denunciar a contínua repressão que sofrem os trabalhadores, estudantes, mulheres, minorias nacionais e outros muitos setores da sociedade iraniana. Abbas Hakimzadeh é um dos quatro prisioneiros políticos cuja situação publica a IWSN.
Abbas Hakimzadeh, membro do Conselho Central do Escritório para a Promoção da Unidade (o grupo de estudantes pró-reforma maior) e antigo membro da Sociedade Islâmica da Universidade Amir Kabir, foi preso em 24 de fevereiro. Agentes do Ministério de Inteligência prenderam-lhe a ele e a vários estudantes após ataques violentos e se negaram a responder às perguntas das famílias a respeito de seu estado e paradeiro.
Em junho de 2007 Abbas Hakimzadeh foi um dos dois estudantes da Universidade Amir Kabir (Politécnica de Teerã) que foi encarcerado na conhecida prisão Evin. Em 13 de junho um grupo de estudantes gritava consignas como "Abaixo o ditador" e "Abaixo o despotismo", o que provocou uma reação violenta por parte dos guardas da prisão. O virulento ataque deixou a Hakimzadeh em coma, depois de ser golpeado pelos guardas.
A crise na Universidade Amir Kabir começou em 30 de abril de 2007, quando os estudantes publicaram uma revista que continha artigos que os servidores públicos da universidade consideraram insultos ao Islã.
• Liberdade para Abbas Hakimzadeh!
• Ferir a um é ferir a todos!
• Liberdade para todos os prisioneiros políticos do Irã!
Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Ferroviários encerram greve de 10 dias com grande vitória!
| Roque Ferreira
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| Os ferroviários da ALL que estavam em greve desde 31/08 em SP e MS, conquistaram grande vitória mostrando que com luta os trabalhadores podem tudo. Publicamos aqui a carta do sindicato que inicia campanha financeira operária para pagar os custos da greve. | |
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| A todas as entidades do Movimento Sindical | |
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Trabalho Escravo em Usina da Votorantim - leia
| Obras da Votorantim utilizavam 98 trabalhadores em condição escrava |
| O Ministério Público do Trabalho, através de seus fiscais, resgatou 98 trabalhadores em condição semelhante à de escravidão nas obras da Usina Salto do Rio Verdinho, no interior de Goiás. Sob a responsabilidade da Votorantim Energia, a construção faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem financiamento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). |
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A revista quadro rodas afirma
Greves afetam produção de veículos no Brasil
Paralisações atingem fábricas nas regiões Sul e Sudeste
Por Vitor Matsubara | 09/09/2009
Os Sindicatos que reúnem os funcionários responsáveis pela produção das principais fábricas de automóveis estão reivindicando aumentos salariais por todo o Brasil.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, no estado de São Paulo, os metalúrgicos de Taubaté, São José dos Campos e da região do ABC Paulista, que reúnem fábricas de Ford, GM e Volkswagen, começaram as primeiras ações para um reajuste em seus pagamentos.
Em Taubaté, a produção de VW e Ford foram paralisadas nos dias 4 e 8 de setembro, em protestos contra o desinteresse de seus patrões. Ao todo, o movimento envolveu 7,2 mil trabalhadores.
Já na região do ABC, metalúrgicos de montadoras vão cruzar os braços na quinta-feira e, em São José dos Campos, os trabalhadores vão realizar uma assembléia no próximo sábado, 12 de setembro.
"Os metalúrgicos estão trabalhando muito e recebendo pouco. Se não houver acordo, vai haver paralisação", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.
No ABC, a categoria não revela o percentual de reajuste pretendido junto às montadoras. Em São José dos Campos, a pauta inclui 14,65% de aumento salarial, estabilidade no emprego pelo prazo mínimo de dois anos e redução da jornada semanal de trabalho para 36 horas.
Em Minas Gerais, estado que abriga a única planta da Fiat no país, duas rodadas de negociações já foram realizadas e uma próxima está agendada para o dia 16 de setembro. Os 200 mil metalúrgicos reivindicam reposição da inflação, aumento salarial de 10% e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
"A maior tragédia da crise foi entre outubro e março, em que perdemos mais de 6 mil trabalhadores com mais de um ano de casa", afirmou o presidente do sindicato de metalúrgicos de Betim, Marcelino da Rocha.
Na Região Sul, a situação não é muito diferente. Nesta quarta-feira, 9 de setembro, 8.500 funcionários que trabalham nas fábricas paranaenses de Renault e Volkswagen optaram por seguir com a greve iniciada na sexta-feira passada.
Os trabalhadores cobram um reajuste salarial de 10%, a ser concedido ainda neste mês. A categoria ainda exige abono de 2 mil reais, também em setembro.
A paralisação acontece no momento em que as duas montadoras tentam acelerar a produção, diante do aumento esperado na procura por veículos novos, já que o desconto integral do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis deve ser encerrado no final do mês.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, cerca de 7 mil veículos deixaram de ser produzidos no período.
De acordo com a Reuters, representantes das montadoras não puderam ser imediatamente contatados para comentar sobre o assunto.
a luta de classe continua e se fortalece
2 milhões de trabalhadores em greve, em 2008
Estudo do DIEESE revela recorde de número de greves desde o início do levantamento, em 2004.
"Dentre as 411 greves, somente 265 apresentavam o total de grevistas. Segundo estes dados, pouco mais de 2 milhões de trabalhadores participaram de movimentos paredistas, o que permite estimar o número médio de trabalhadores por greve, em 7.710. As paralisações na esfera pública reuniram, em média, 12.203 grevistas, proporção bem maior do que na privada, com 3.868 grevistas. Duas paralisações que reuniram trabalhadores das duas esferas registraram uma média de 67 mil trabalhadores por greve."
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Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
FERROVIÁRIOS EM GREVE PARAM OS TRENS DA ALL EM TRÊS ESTADOS
Ferroviários em greve param os trens da ALL em três estados Roque Ferreira | |
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Do porto de Santos até Corumbá nenhum trem se move sem a permissão dos trabalhadores. A greve por tempo indeterminado demonstra a força dos trabalhadores quando estão organizados e têm sindicatos comprometidos com a luta. | |
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Depois de oito meses, em que a direção da ALL (América Latina Logística), ao invés de responder à pauta de reivindicações, ficou no jogo do “empurra com a barriga”, no jogo de ameaças e demissões; Depois das propostas das empresas de aumento de jornada, banco de horas; Depois que as empresas demitiram dirigentes sindicais, os trabalhadores de forma organizada, cumprindo todos os requisitos legais disseram NÃO, e entraram em greve às 6 horas da manhã de hoje (31 de Agosto) por tempo indeterminado. | |
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Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas
(11) 9930-6383
http://www.defenderaflasko.blogspot.com/
Vejam o que diz a imprensa burguesa
O Governo estatiza a papelera Massuh com fundos da ANSES e Moreno será o reativador
O secretário de Comércio Interior buscará salvar a empresa. "Aqui o único que decide quem fica e quem se vai sou eu", afirmou, também os próximos passos e a estratégia oficial.
Moreno avisou que chegará todos os dias às 8 para reunião de direção
Uma vez mais o governo saiu para salvar uma empresa privada. Desta vez, através de Guillermo Moreno, salvou à papelera do grupo Massuh. O secretário de Comércio Interior apresentou-se ontem como o novo dono da empresa, no marco de um plano que a salvará com fundos estatais. Também em outras empresas, como da indústria automotriz e do couro, entre outras.
Dado o contexto de crise internacional, os recursos para levar adiante o plano virão da ANSES e do Banco Nação, que se encarregará de armar os garantias para levar a cabo o plano, como já começou a fazer na obra pública. A estas duas se somaria o dinheiro obtido via investimento de capitais.
Segundo informação publicada pelo Cronista, Massuh deve $249 milhões, a emprega tem quase 700 pessoas e tem 14 pedidos de falencia. Desde o Governo confiam que a ANSES deverá contribuir entre US$3 e 4 milhões. Segundo informou de A Nação, a estratégia implica ressuscitar o espírito do Banco Nacional de Desenvolvimento (Banade), que foi liquidado a princípios dos anos '90, mas por agora sem se institucionalizar.
A estatização de Massuh se diferença daquelas do Correio, Aguas Argentinas ou diferentes linhas ferroviárias, já que em todos os casos se tratou de concessões revogadas por parte do Estado. Diferentemente, a da papelera assemelha-se ao de Aerolíneas Argentinas, já que passou de seus donos privados ao gerenciamento estatal.
Próximos passos. Com este antecedente, parte do dinheiro arrecadado pela ANSES iria a automotrizes e a empresas que trabalham com o couro unidas ao mercado interno.
Uma fonte consultada pelo jornal afirmou: "O objetivo central é manter o desemprego em um dígito, porque neste contexto, se isto ficasse por conta do mercado, teria demissões em massa em todas as empresas com problemas".
O risco, admitiu o servidor público, é que, como ocorreu no passado, tenha uma catarata de empresas que se concorram ou avancem para uma quebra sabendo que o Estado se fará cargo de seus estabelecimentos para salvar as fontes de trabalho.
O salvador. Moreno percorreu ontem a planta de Quilmes. Em frente aos empregados da fábrica assegurou que "toda a produção de Massuh já está vendida desde o dia de ontem, garantindo que esteja vendida toda a produção dos próximos meses". "Aqui o único que decide quem fica e quem se vai sou eu... Desde manhã, como dizia o sábio geral: de casa ao trabalho e do trabalho a casa", assinalou o secretário de Comércio Interior.
Já tinha terminado sua percorrida pela planta de Papelera Quilmes (ex Massuh), mas ao subir a seu carro Néstor Kirchner deu média volta e enviou uma mensagem política aos operários que tinham acompanhado seu passo: "Estejam seguros que se o problema que teve esta fábrica o tivesse tido em 2001, com os que estavam (no Governo) em 2001, esta planta estaria fechada. Por isso lhes peço: Cuidemos este modelo!", disse no meio dos aplausos.
O ex Presidente desembarcou ontem pela manhã na planta industrial que voltou a se pôr em marcha nesta semana depois de cinco meses de parada, após que no inicio do mês sua administração passasse a mãos de um uma estatal.
Alguns empresários argentinos manifestaram nos últimos dias seu temor de que Massuh tenha sido só o primeiro passo de uma série de estatizações que o Governo poderia encarar. Aterroriza-os o exemplo de Hugo Chávez, que acaba de anunciar a nacionalização de outras três empresas de Techint.
Mas Kirchner tomou distância do venezuelano. E ante a consulta de Clarín, limitou-se a afirmar: "Os empresários sabem o que eu penso. Para mim é suficiente o que já disse (Julio) De Vido". Que tinha dito o ministro de Planejamento? Que o Governo "repetirá sem duvidar" os gerenciamentos que fez ante Chávez pela nacionalização de Sidor "respeitando como tem feito sempre as decisões soberanas de outros Estados, mas protegendo os interesses nacionais".
O chefe de Gabinete, Sergio Massa, disse um pouco mais. "Techint é uma empresa argentina e há que a ajudar", afirmou, e tentou espantar os fantasmas do empresariado ao sublinhar que Argentina tem uma realidade muito diferente à venezuelana. "Aqui seria politicamente inviavel e praticamente impossível um processo de estatizações como o de Venezuela. Mas o Estado seguirá intervindo para salvar fontes de trabalho em casos de emergência, como ocorreu com Massuh", explicou a este diário.
Kirchner percorreu a papelera junto a uma nutrida comitiva oficial na qual, além de Massa, estiveram o ministro do Interior, Florencio Randazzo, a titular de Desenvolvimento Social, Alicia Kirchner, o secretário de Inteligência, Héctor Icazuriaga, o titular da ANSeS, Amado Boudou, e o deputado Carlos Kunkel. Também disseram presente o prefeito de Quilmes e dirigente metalúrgico Francisco "Barba" Gutiérrez e o titular da UOM, Antonio Calou.
A alguns chamou a atenção a ausência do secretário de comércio, Guillermo Moreno, diretor executivo da Papelera Quilmes. Ainda que pouco favor poderia fazer à campanha oficialista o aparecimento em cena de seu desprestigiada figura.
Kirchner caminhou de ponta a ponta da planta industrial, desde a planta semiquímica já em funcionamento à bobinadora, que voltará a se pôr em marcha este fim de semana, e se sacou fotos com os funcionários e as máquinas. Um dos trabalhadores com mais experiência lhe comentou a Clarín que a planta produz a partir de fibra curta de eucalipto 30 por cento da celulosa que utiliza. "Fazemo-lo sem cloro. Um procedimento não contaminante, similar ao de Botnia", afirmou. Um servidor público que escutava sorriu, mas preferiu o silêncio.
Todo apoio aos Ferroviários da Novooeste/ALL
A todas as entidades do Movimento Sindical
Os ferroviários da Novoeste/ALL, dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul entraram em greve por tempo indeterminado em 31 de agosto, sendo encerrada hoje as 7:00 horas, depois de audiência de conciliação no TST em 09/09/2009.
A greve se deu em virtude da intransigência da empresa em negociar a Pauta de Reivindicações da Categoria, para firmar acordo para o ano de 2009, já que nossa data base é 1º de janeiro.
A empresa tentou a todo custo impor a precarização das condições de trabalho, como o Banco de Horas, Aumento de Jornadas de Trabalho, Reajuste Salarial Zero, entre outras medidas que atacavam os direitos da categoria.
Como era de se esperar, depois de oito meses de negociações e de um amplo processo de organização e mobilização da categoria, foi deflagrada a greve que alcançou 89% dos ferroviários de operação, tração e manutenção.
Os companheiros sabem, por conhecimento de causa, que uma greve implica em muitos gastos para o sindicato, e essa, se prolongou por 10 dias, mas, alcançamos vitórias importantes: A principal delas foi a mobilização, a organização e a unidade na luta da categoria, criando condições para que na audiência no Tribunal, chegássemos a seguinte conciliação:
Manutenção na integra do Acordo Coletivo 2008 para o ano de 2009; Elevação em torno de 16% dos pisos salariais do pessoal de operação, tração e manutenção; Reajuste linear de 6% para todos os empregados; Abono de $ 500,00, como forma de compensação pelo atraso nas negociações; Elevação do pagamento de diárias de viagem; Obrigação da empresa em 60 dias de contratar mão de obra para adequar o quadro e reduzir as jornadas de trabalho; Estabilidade no emprego por 60 dias e o não desconto dos dias parados.
Companheiros uma greve de 10 dias, numa ferrovia que tem 1640 Kms de linha, só pode ser feita com muita organização e consciência dos trabalhadores, além de implicar em autos custos.
Nosso sindicato não possui grande estrutura material, e tivemos que arcar com despesas que giraram em torno de 57 mil reais, para realizar este movimento vitorioso, o que prova que apesar das dificuldades conjunturais, quando os trabalhadores organizados se colocam em luta, alcançam seus objetivos.
Nesse momento, precisamos de apoio financeiro para fazer frente às despesas, por isso apelamos a todas as entidades comprometidas com as lutas da classe trabalhadora que nos envie contribuições financeiras. Esta é a solidariedade de classe.
Doações, de qualquer valor, devem ser feitas na conta corrente: Agência 2980-7- CC 4570-5 – Banco do Brasil – Bauru, em nome do Sindicato.
Antecipamos nossos agradecimentos.
Saudações Sindicais
Roque José Ferreira
Coordenador
sábado, 15 de agosto de 2009
12° ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO - NA FLASKÔ
12° ENCONTRO NACIONAL DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO
Nos dias 05, 06 e 07 de setembro de 2009 ocorrerá o 12° ENJR que se realizará na Fábrica Ocupada Flaskô (Sumaré-SP), e contará com a presença de jovens delegados e convidados de vários Estados do Brasil, para organizar a luta em defesa dos empregos contra as demissões, de vagas para todos na educação pública, e de um mundo socialista. Participe você também!
- UMA CRISE DE SUPERPRODUÇÃO
- CAPITALISMO, O FEITICEIRO QUE JÁ NÃO PODE CONTROLAR OS SEUS PODERES INFERNAIS
- CONSTRUIR UMA GRANDE CAMPANHA EM DEFESA DOS EMPREGOS
- CONTINUAR A LUTA POR VAGAS PARA TODOS NA EDUCAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA, DE QUALIDADE PARA TODOS!






